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Noites de prazer: Casais e solteiros transformam seus desejos em realidade nos clubes de swing


 Em uma rua discreta do bairro de Pituaçu, em Salvador, de quinta a domingo, casais, solteiras e solteiros se encontram em uma casa noturna para colocar em prática seus desejos mais secretos. No local, tudo é permitido: swing (troca de casais), ménage (sexo a três), voyeurismo (observar as pessoas mantendo relações), gang bang (transar com vários parceiros ao mesmo tempo), sexo em público, inclusive no meio do salão, entre outras coisas.

Ficou na curiosidade? O BNews esteve nessa balada liberal e vai contar todos os detalhes. Este clube, especificamente, não é para qualquer bolso. Homens solteiros precisam desembolsar R$ 200 só para entrar. Casais, a partir de R$ 70. Mulheres solteiras, a partir de R$ 30. Não à toa, é possível ver estacionados na rua do clube noturno diversos carros de luxo. Ainda assim, o público é bastante variado, tanto na questão econômica quanto na idade. As bebidas no local não possuem preços exorbitantes: uma cerveja custa R$ 15, mesmo preço de uma roska.

Para evitar a exposição de seus frequentadores, que buscam liberdade total e sem julgamentos, câmeras fotográficas, filmadoras e celulares são terminantemente proibidos. Os clientes recebem a chave de um armário e guardam lá seus pertences. Nas mãos, apenas uma comanda e o desejo de fazer a noite valer a pena.

Após ficar quatro meses fechada, a casa reabriu, enquanto outras do tipo não conseguiram tal feito depois dos prejuízos causados pela pandemia. Para apimentar ainda mais seus atrativos, o local tem investido em apresentações artísticas femininas e masculinas, além de DJ. 

Os shows são bastante interativos, inclusive os artistas recebem lambidas pelo corpo, sexo oral, entre outras coisas, em pleno palco. Alguns espectadores são convidados a dançar com eles e aproveitam para dar seu próprio show. Rola de tudo, mulher com mulher, mulher com homem e homem com homem, mas esse último não é tão frequente. As interações lembram uma versão “proibidona” do filme americano Magic Mike.

Quem espera cuidados com o coronavírus, limpeza impecável e espaços mais requintados no local, vai se decepcionar. As pessoas só usam máscara para entrar na casa e quando precisam levantar da mesa para ir ao banheiro. Depois, o sangue aquece e ninguém lembra mais de nada, só quer realizar seus desejos e o instinto animal fala mais alto. A energia é densa e a luxúria prevalece.

Um dos garçons trabalha no clube há mais de três anos e ama o que faz. Entre um pedido e outro, começa a dançar, conversa e acolhe os clientes. Ele não deixa ninguém se sentir deslocado. Só que o homem guarda um segredo: sua esposa não tem nenhuma ideia sobre seu local de trabalho. Casada há mais de 20 anos com o simpático trabalhador, a mulher acredita que seu companheiro está em uma churrascaria nas noites e madrugadas de quinta a domingo.  

Ambientes

O clube noturno conta com suítes a portas fechadas - que são pagas à parte, R$ 70 por duas horas -, mas seu forte mesmo são os quartos coletivos e temáticos. Além do espaço com tema japonês, que possui uma cama no chão e decoração preta e vermelha, o ambiente que faz mais sucesso é o inspirado no filme “50 Tons de Cinza”. Um grande sofá em formato de L, uma espécie de jaula e poltrona erótica, além de algemas e chicotes, são as ferramentas disponíveis para que os frequentadores sedentos por experiências diversificadas transformem em realidade suas fantasias.  

Há uma sala em que filmes eróticos são exibidos para estimular ainda mais o público e atrair quem tem fetiche por sexo em “cinema”. Outro espaço disponível é um uma ala cheia de cabines, com telas para evitar a identificação, mas com buracos circulares para que os frequentadores possam colocar suas partes íntimas e partir para a ação sem que seus rostos sejam vistos.

Enquanto isso, no salão o ambiente escuro, a música animada e casais se tocando o tempo inteiro entre uma bebida e outra são ingredientes que criam um clima bastante quente e, quando menos se espera, a relação sexual acontece ali mesmo, na frente de todo mundo. O exibicionismo acaba despertando o desejo de outros frequentadores e o que se vê são diversas pessoas transando em público. Quem quer, pode trocar de parceiro ou ter múltiplas companhias durante o ato sexual.

Interação 

Como é uma prática com pouquíssimos lugares para frequentar pela Bahia, é muito comum que os clientes se conheçam e acabem construindo uma relação de irmandade. Alguns encontros são marcados por meio de aplicativos restritos que prezam pela discrição, pois há inclusive pessoas famosas no meio. O que a maioria busca é ir além do relacionamento “preto e branco”, experimentar uma vida mais “colorida”, sexualmente falando.

As épocas com maior movimento são de festas, como Carnaval, Verão e final de ano, quando turistas aparecem mais em Salvador e incrementam a carta de clientes desse tipo de casa. Outra opção bastante utilizada pelo meio liberal são encontros em motéis e em ambientes fora do estado. Há eventos que chegam a ultrapassar quatro dias, ou seja, horas seguidas regadas a sexo. A entrada também é bastante restrita.

Classificação Indicativa: 18 anos 


Por: Redação BNews

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