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Ex-diretor do Inpe avalia que governo Bolsonaro quer "amordaçar" órgão


 O cientista da computação Gilberto Câmara, diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) entre 2005 e 2012, avalia que a Amazônia está a caminho de bater um novo recorde de desmatamento, contribuindo para o isolamento econômico e diplomático do Brasil. 

Em entrevista ao jornal O Globo, ele avaliou que a criação do Sistema Nacional de Meteorologia (SNM), nova instituição de monitoramento criada pela gestão de Jair Bolsonaro (sem partido),  é uma "cortina de fumaça".

Assim,  na opinião dele, a instituição do órgão é  "fruto do desespero" de um governo que está "perdendo apoio eleitoral e é pressionado internacionalmente para tomar medidas contra o desmatamento e as queimadas".

"Com a falta de boas notícias, resolve amordaçar o Inpe, que é um mensageiro independente. O Inpe está vulnerável desde a saída do Ricardo Galvão, que foi exonerado por defendê-lo dos ataques de Bolsonaro", acrescenta. 

Galvão foi substituído interinamente por um militar, Darton Policarpo Damião. Atualmente o Inpe é coordenado por um civil, Clezio de Nardin. Câmara avalia que ele é "tão fraco quanto” o ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, pasta a qual o Inpe é vinculado.

Para ele, é uma questão de tempo que o Instituto perca o controle de outras funções para além dos dados de desmatamento. Câmara avalia ainda que as Forças Armadas querem "controlar a produção de informações sobre a Amazônia", por meio da  Censipam, órgão do Ministério da Defesa.

"Eles não defendem o Inpe, e outros órgãos estão tirando proveito para tomar funções que o instituto desempenha há décadas. O Inmet [Instituto Nacional de Meteorologia] quer divulgar dados sobre queimadas, mas o que ele sabe sobre isso? Nada. É de um primarismo vergonhoso", disse.

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 Por: Reprodução/YouTube  Por: Redação BNews

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