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Adelmo Casé relata dificuldades na pandemia: ‘Peguei empréstimos e queimei previdência privada’


 O vocalista da banda Negra Cor, Adelmo Casé, relatou nesta quinta-feira (1º), em entrevista a Zé Eduardo, na Rádio Metrópole, que passa dificuldades financeiras durante a pandemia de coronavírus.


“A minha estratégia no início da pandemia foi pegar empréstimos e queimar a minha previdência privada que eu fazia há dois anos. E não podia ficar sem pensar em minha equipe, então o tempo inteiro estava atento a pessoas que estavam com necessidades mais básicas e ajudei muito no ano passado. Em 2021 ajudei menos, porque o dinheiro acabou para mim, então precisei buscar alternativas para me financiar. Tive sorte de o ano passado ser ano de eleição, porque trabalhei bastante com jingles, mas em janeiro o dinheiro não entrou mais. Comecei a fazer lives no Instagram para me virar”, contou o cantor, que fará uma transmissão ao vivo nesta sexta (2), às 21h. 

O artista também criticou a proibição de música ao vivo em bares e restaurantes de Salvador, já que os estabelecimentos estão abertos ao público.

“Tem que ter bom senso na decisão das coisas, porque parece que a Covid-19 vem do músico. Todo o ambiente funciona, mas a música é proibida. Não é que a gente estimule aglomeração, mas se já existem protocolos que permitem que restaurantes e bares funcionem, a música ao vivo vai afetar em quê? Prejudica a proteção? A gente tem que pensar sobre isso com urgência. Se está permitido comer, beber sem máscara, por que não deixar um ou dois artistas ali no palco para trabalhar?”, questionou o cantor.

Adelmo também falou sobre a importância da classe artística se posicionar em questões políticas, assunto que veio à tona em meio às ações do governo federal durante a pandemia. O cantor disse ainda que “nunca acreditou na honestidade” do presidente Jair Bolsonaro. 

“A classe artística precisa ter esse compromisso de não viver em uma bolha. Eu não conseguiria viver sem me posicionar, sem defender nenhuma causa. As pessoas dizem: ‘você é figura pública, vai se expor, vão fechar portas para você’, mas se eu não puder gritar, alertar, eu não estarei fazendo diferença nenhuma no mundo. E eu nunca acreditei na honestidade de Bolsonaro. Não concordo com ideias, postura, não vejo trabalho, não vejo ações que melhoraram a vida das pessoas”, afirmou.

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Por: Reprodução/YouTube  Por: Redação Bnews

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