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Valor de contratos da empresa envolvida na venda da Covaxin cresce 6.000% com Bolsonaro


 A Precisa Medicamentos, empresa envolvida nas suspeitas que cercam a compra da vacina Covaxin, teve um salto de 6.000% no valor de seus contratos durante o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

De acordo com informações do jornal Estado de São Paulo, antes, a firma havia assinado apenas um contrato, de R$ 27,4 milhões, para fornecimento de 11,7 milhões  preservativos femininos ao Ministério da Saúde. 

Contudo, desde 2019, primeiro ano de Bolsonaro, a empresa fechou - ou intermediou -  acordos que somam R$ 1,67 bilhão. No atual governo, o dono da Precisa, Francisco Maximiano, também ganhou acesso a ministérios, ao BNDES e à embaixada indiana. 

Uma reportagem da revista Veja, publicada na última sexta-feira (25), afirma que o senador Flávio Bolsonaro (Patriota), e filho do presidente, foi o responsável por "abrir as portas" do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a Maximiano.

Segundo a publicação, Flávio intermediou uma reunião entre o empresário e o presidente do banco público, Gustavo Montezano. O senador admite ter amizades em comum com o dono da Precisa, e afirma que a reunião foi para tratar sobre a aquisição de fibra óptica.

A compra de preservativos femininos junto a Precisa aconteceu durante a presidência de Michel Temer (MDB), quando o Ministro da Saúde era o atual líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (Progressistas). 

À CPI da Pandemia o deputado federal Luis Miranda (DEM) disse que Bolsonaro atribuiu a Barros “os rolos” envolvendo a compra da vacina indiana. O líder do governo admitiu no último domingo (27) ter sido citado pelo presidente, mas atribuiu a menção a outro contrato suspeito envolvendo sua gestão na pasta.

Vale salientar que, além do crescimento exponencial da Precisa sob a gestão Bolsonaro, a empresa não tem experiência na venda de imunizantes – até então todos os contratos da Precisa eram sobre preservativos.    /Por: Reprodução/Covaxin 

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