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Juíza julga como "inoportuno" pedido de cela separada para Lázaro Barbosa


 A Vara de Execuções Penais do Distrito Federal negou uma solicitação da Defensoria Pública do DF para que Lázaro Barbosa, criminoso suspeito de promover, entre outros crimes, uma chacina em Ceilândia,  ficasse em uma cela separada dos demais detentos, em caso de prisão. 

Nesta terça-feira (22), as buscas pelo baiano de 32 anos completa 14 dias. Até o momento de publicação deste texto ele não havia sido preso. De acordo com informações do G1, a juíza Leila Cury avaliou o momento para o pedido da defensoria como "inoportuno".

A defensoria havia solicitado proteção da integridade física e psíquica de Barbosa. O pedido dizia que o caso de Lázaro tem "enorme repercussão nacional" e que, por isso, é necessário "salvaguardar a vida e a saúde" do investigado. A defensoria citou ainda que "tortura" e "violência físicas e psicológica" são práticas ilícitas, e que o caso gerou "sensacionalismo exacerbado".

"É completamente descabido analisar eventual cometimento tortura, a uma, porque sequer foi descrita qualquer conduta criminosa; a duas, porque o sentenciado deste feito, apontado como potencial vítima, sequer está preso; e, a três, porque este Juízo não é competente para analisar e julgar crimes, mas para executar penas", concluiu Cury em decisão da última segunda-feira (21).

Ela acrescentou que caso Lázaro seja capturado, ainda não se sabe se ele será transferido ao Distrito Federal, já que as buscas por ele estão concentradas em Goiás. A juíza também disse que a defesa não apresentou fatos concretos de que autoridades policiais descumpriram princípios da legalidade ou dignidade humana.

Após a negativa, a Defensoria Pública recorreu da decisão nesta terça-feira (22). No novo pedido, a defesa justifica diz que o a solicitação não é "inoportuna" e que tem "natureza acautelatória".

Os defensores também afirmam que citaram "tortura e violência" para alertar que tais práticas são ilícitas no Brasil. Além disso, o órgão diz que pediu cela individual em caso de captura, não para "oferecer conforto ou regalias, mas para garantir integridade física e psíquica", além de proteger outros detentos que possam dividir cela com Barbosa. /


Por: Reprodução/Polícias Civil do DF e GO 

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