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Infectologista não vê eficácia em parar de vender bebidas alcoólicas: ‘Medidas incompletas não ajudam'


 A partir da próxima sexta-feira (28) fica proibida a venda de bebidas alcoólicas em qualquer estabelecimento. A medida foi adotada pelo Governo da Bahia e Prefeitura de Salvador para tentar impedir o crescimento de número da Covid-19 em uma suposta nova terceira onda. Para a infectologista Clarissa Cerqueira, a ação não é eficaz a ponto de trazer uma diferença no ritmo de infecções.


“Medidas incompletas ou relaxadas não ajudam na pandemia. Cortar a bebida não vai impedir que as pessoas saiam de casa ou se aglomerem em bares, seria melhor ações 8 ou 80”, critica Clarissa em entrevista ao apresentador José Eduardo, nesta terça-feira (25) na Rádio Metrópole. 

A especialista ressaltou que a nova ‘onda’ da doença é observada desde a flexibilização, bem como as celebrações do Dia das Mães que potencializou os indicadores. A capital baiana fechou esta segunda (24) com 80% dos leitos de UTI adultos ocupados, dentre eles, os hospitais da rede privada, que também refletem o aumento. 

“Existe um plano de contingência nos hospitais particulares e, nesse momento, não há todos os leitos de UTI abertos, ou seja, existe a possibilidade de abrir mais e reduzir esses índices”, explica a infectologista. 

De acordo com ela, os jovens com comobirdades, à exemplo da obesidade, tem chamado a atenção no quesito internação pela Covid-19. “Proporcionalmente os adultos ainda superam os índices de internação do que as crianças e agora se observa os jovens obesos que tem sido um fato diferencial para a recuperação do paciente”, relatou. 

O Plano de Imunização Nacional (PNI) iniciou a estratégia de vacinação com idosos, essa medida já se reflete nos atendimentos. Clarissa disse na prática se observa até internamento dos idosos, mas o quadro tende a ser leve e auxilia na rotatividade dos leitos. “Estamos internando mais do que retirando pacientes com o perfil de coronavírus, aqueles que permanecem mais tempo, no entanto, os idosos não fazem mais parte disso e sim os jovens que ainda não tiveram acesso a vacina”.    / Por: Redação BNews

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