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Lula diz o que faria no lugar de Bolsonaro e pede que povo se vacine: "Não sigam nenhuma decisão imbecil do presidente"


 Elegível após ter as condenações anuladas pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Lula (PT) apelou para que os brasileiros não sigam "nenhuma indecisão do presidente" Jair Bolsonaro (sem partido), que pôs em cheque por diversas vezes a eficiência dos imunizantes contra a Covid-19. 

Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (10), em São Bernardo dos Campos, o petista explicou o que teria feito no lugar de Bolsonaro para conter os efeitos da pandemia do novo coronavírus e pediu para que a população não deixe de se vacinar.

De acordo com o plano nacional de imunização, o ex-presidente, que tem 75 anos, deve ser vacinado na próxima semana.

"Semana que vem, se Deus quiser, vou tomar minha vacina. Não importa de que país, se é uma ou duas, eu vou tomar minha vacina e quero fazer propaganda para o povo brasileiro. Não siga nenhuma decisão imbecil do presidente da República ou ministro da Saúde, tome vacina, pois a vacina é uma das coisas que pode livrar você do Covid", disse Lula, lembrando ainda as medidas sanitárias como manter o distanciamento social e utilizar máscara de proteção e álcool em gel.

Presidente entre 2002 e 2010, o petista listou uma série de decisões que tomaria caso estivesse à frente do Palácio do Planalto, principalmente a aposta em vacinas ao invés de fazer propaganda de medicamento ineficaz contra a doença.

Além do investimento nos imunizantes, Lula disse que deveria ter sido montado um "comitê de crise", que reunisse o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, com demais secretários de estados e municípios brasileiros, junto a pesquisadores e cientistas, que toda semana emitisse um comunicado à sociedade.

"Um presidente da República que se respeitasse, que respeitasse o povo brasileiro, primeira coisa que teria feito em março do ano passado seria criar um comitê de crise, com ministro da Saúde, envolvendo secretários, cientistas da Fiocruz, Butantan e outros cientistas, e toda semana orientar as cidades brasileiras a o que fazer. Era preciso priorizar o dinheiro e comprar vacinas, onde pudesse comprar, qualquer lugar do planeta terra, teve momento que teve vacina e a gente sequer aceitou. A própria Pfizer tentou oferecer e a gente não quis, pois temos um presidente que inventou a tal de cloroquina, falava que quem tem medo do Covid é 'maricas', que era 'gripezinha', coisa de covarde, que ele era ex-atleta. Esse não é o papel, em um mundo civilizado, de um presidente da República. Ele devia ter um comitê que toda semana orientasse a sociedade, visitando os estados, vendo as condições dos hospitais, trabalhando para ajudar, evitar que faltasse oxigênio", argumentou o ex-presidente.

No início da sua fala, Lula agradeceu aos movimentos sociais, sindicais, a líderes mundiais como o presidente da Argentina, Alberto Fernández, o ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, assim como governadores como Rui Costa (PT), da Bahia, Wellington Dias (PT), do Piauí, e Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão.

Luiz Felipe Fernandez

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