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Candidato investe R$ 199 mil dos cofres públicos em campanha que resultou em 435 votos


Visando supostamente equilibrar as forças das disputas políticas nas eleições, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha acaba tendo o efeito contrário do desejado inicialmente por sua má-aplicação, seja por divisão nada igualitária ou por falta de resultados concretos. No caso de Rivailton, candidato a vereador de Salvador pelo PTC, ambos os pontos podem ser conferidos em sua campanha.

Candidato de carreira, disputando eleições sequencialmente desde 2004, inclusive para a prefeitura de Salvador, Rivailton é fundador e presidente do PTC. Ele recebeu R$ 200 mil do fundão especial para o financiamento de sua campanha. Deste valor, R$ 199.814,00 foram gastos por sua candidatura, incluindo as quantias de R$ 125 mil em serviços prestados por terceiros e R$ 56 mil em publicidade impressa.

Dotado de pujança financeira quase que incomparável no cenário político soteropolitano, a expectativa pelo valor gasto seria uma campanha de sucesso. No entanto, Rivailton obteve apenas 445 votos, sequer ficando entre os cinco primeiro nomes do próprio partido que preside. Por cada voto obtido, o valor médio de custo por cada um destes é de R$ 449,45. Ou seja, os cofres públicos pagaram por cada voto de Rivalton um valor nominalmente mais alto que o número total de votos obtidos. 

Por fim, vale ressaltar que nenhum dinheiro advindo de finaciamento privado — do próprio Rivailton ou de seus apoiadores — foi arrecadado pela campanha. Neste ano, o valor do fundo eleitoral para campanhas eleitorais foi de R$ 2 bilhões.

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Por: Reprodução/Instagram 


 

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