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Estudo aponta que Donald Trump foi o maior promotor de fake news sobre pandemia da Covid-19 no mundo


Um estudo realizado pela Aliança para a Ciência, da prestigiada Cornell University, que analisou 38 milhões de artigos publicados sobre a Covid-19 entre 1 de janeiro e 26 de maio de 2020, mostrou que o presidente dos EUA, Donald Trump (Republicano), é apontada como a maior fonte de desinformação sobre o novo coronavírus no mundo, através do uso constante de fake news.

No início da pandemia, Trump chegou a indicar a ingestão de desinfetantes como medida de tratamanto para Covid-19 e, assim como o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido), foi um dos defensores o uso de hidroxicloroquina como tratamento da doença, mesmo sem o medicamento ter sua eficácia comprovada. Quando admitiu que usava a droga na tentativa de prevenir-se contra o vírus, foram registrados grandes picos de desinformação, segundo detectou a análise de artigos da Cornell.

A análise revelou que mais de 1,1 milhão de assuntos envolvendo o presidente dos EUA tinham informações falsas, entre teorias da conspiração, curas milagrosas ou ataques ao principal epidemiologista da Casa Branca, o infectologista Anthony Fauci.

Outro dado curioso encontrado pelos pesquisadores indica que o presidente Trump apostou em um uso político da pandemia do novo coronavírus,  se referindo ao vírus sempre como chinês, uma forma de ataque ao país asiático que é o concorrente global da economia Norte Americana quando assunto é o PIB.

O presidente dos EUA estava inserido em 37,9% das informações incorretas, segundo estudo, contribuindo como impulsionador da desinformação que alimenta o fenômeno da infodemia, termo usado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para definir quando a abundância de informações (precisas ou não) torna difícil saber se fontes e orientações são confiáveis.

Os pesquisadores identificaram 11 tópicos principais de desinformação que circularam durante a pandemia. O de curas milagrosas liderou a disseminação de informações incorretas, em 295 mil artigos. Teorias de conspiração davam conta de que a pandemia teve origem em pessoas que tomaram sopa de morcego em Wuhan ou que atribuíam a responsabilidade ao 5G.

Como explicou a autora Sara Evanega, o objetivo inicial da pesquisa era explorar a desinformação sobre a doença como um obstáculo sério ao combate da pandemia. “Se as pessoas forem enganadas por informações não científicas e não comprovadas sobre a doença, elas podem ser menos propensas a seguir as orientações oficiais e, portanto, correrem o risco de espalhar o vírus”, disse. Um milhão de mortos no mundo ajudam a explicar o poder da desinformação.

Na madrugada desta sexta-feira (2) o presidente anunciou que está com o novo coronavírus. A primeira-dama, Melania, também foi infectada. Ambos estão em isolamento na Casa Branca.


 Por: Alan Santos PR 

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