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Delegado que pediu preventiva diz que teme por 'evasão' de Cátia Raulino: 'Ficou claro que estava ganhando tempo'


 Responsável pelas investigações contra a suposta advogada e jurista Cátia Raulino, acusada de plágio, exercício irregular da profissão, entre outros crimes, o delegado ACM Santos afirmou que o pedido de prisão preventiva da investigada, nesta terça-feira (13), se deu pelo temor de uma "evasão" de Raulino e pelo entendimento de que ela estava tentando "ganhar tempo".

Segundo o titular da 9ª Delegacia Territorial, da Boca do Rio, Cátia Raulino alegou, por duas vezes, que se formou em Direito pela Universidade do Maranhão, mas em ofício enviado à delegacia o reitor da instituição de ensino negou qualquer vínculo entre a faculdade e a suposta bacharel.

"Foi dado e oportunizado à mesma, desde que se iniciou essa investigação, que ela comprovasse o seu diploma de bacharel em Direito. No primeiro interrogatório que ela teve, ela falou que seria formada pela Universidade do Maranhão. A delegacia oficiou, obtendo resposta assinada pelo magnífico senhor reitor, no qual ele disse que ela não tinha nenhum vínculo com aquela faculdade, seja de aluno ou seja o que fosse", disse em entrevista à Record TV Itapoan.

"Fiz um novo interrogatória para ela, para mostrar a ela esse documento e até oportunizar mais uma vez que ela fizesse sua defesa. Poderia ter uma falha, alguma coisa... Ela não apenas ratificou o interrogatório inicial dela, como também apresentou um documento com relação à Universidade do Maranhão com a guia paga de 150 reais, solicitando a emissão da segunda via desse diploma. Mais uma vez fui à Universidade do Maranhão, desta feita solicitando ao departamento responsável pela emissão desses documentos. E o departamento, mais uma vez, oficiou e mandou pra mim uma cópia do diploma modelo daquela universidade", continuou.

A partir daí, segundo o delegado, a investigação confrontou o modelo de diploma da Universidade do Maranhão com o que Cátia Raulino entregou à Universidade Ruy Barbosa, de Salvador, e atestou que as certificações são "completamente diferentes".

"Então ficou claro pra essa delegacia que ela estava ganhando tempo. Daí a preocupação... Eu temo por uma evasão da mesma. Então eu tive o cuidado de solicitar a prisão preventina da mesma, que está sendo analisado pelo Tribunal de Justiça", explicou ACM Santos. Além de plágio e exercício irregular da profissão, Cátia Raulino é investigada por estelionato, falsidade ideológica e uso de documento falso.

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Por: Reprodução/Instagram  Por: Léo Sousa


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