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Disputa entre J&F e PE pela empresa de celulose Eldorado chega à polícia


O embate entre as sócias J&F Investimentos, dos irmãos Batista, e Paper Excellence (PE), do empresário indonésio Jackson Wijaya, pelo controle da produtora de celulose Eldorado extrapolou a seara jurídica e chegou à esfera policial, informa o site Valor.
O novo capítulo da acirrada disputa arbitral de R$ 15 bilhões, que está completando dois anos, envolve a Justiça criminal de São Paulo. A J&F acusa a PE de ‘hackear’ seus servidores de e-mail e um suspeito de captar ilegalmente mensagens eletrônicas de executivos e advogados do grupo empresarial brasileiro chegou a ser preso temporariamente no curso de uma investigação policial que já dura mais de um ano. A empresa indonésia nega qualquer participação nos fatos sob investigação.
Segundo inquérito conduzido pelo ‘Departamento de Operações Policiais Estratégicas’ da Polícia Civil de São Paulo, um esquema ilegal de monitoramento de redes de computador (interceptação telemática) espiou ao menos 115 contas de e-mail, inclusive de executivos da J&F envolvidos com a operação da Eldorado, durante período de ao menos um ano. Essa investigação acontece como desdobramento de um inquérito policial aberto em 29 de maio do ano passado para apurar supostas ameaças de morte relatadas pelo advogado Francisco de Assis, do grupo J&F.
O delegado Ronaldo Sayeg, que conduz o inquérito, solicitou a prisão temporária de executivos da PE, além de ações de busca e apreensão de dez pessoas físicas e três pessoas jurídicas. Apesar da manifestação favorável aos pedidos apresentada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), a Justiça concedeu apenas a detenção temporária de Erik Figueiredo, ex-funcionário da Ctinet - empresa que foi responsável por operar os servidores de e-mail da J&F, de acordo com a investigação. A casa dele também foi alvo de um mandado de busca e apreensão. 
Ao revogar a prisão temporária de cinco dias imposta a Figueiredo pela Justiça de primeira instância, o desembargador Xisto Rangel Neto, da 3ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), evitou relacionar o suposto hackeamento da J&F à PE. /


 Por: Reprodução // Portal do agronegócio


 

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