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BC VÊ INCERTEZA COM FIM DO AUXÍLIO EMERGENCIAL

Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo
O Banco Central (BC) disse nesta terça-feira, 11, que vê uma recuperação parcial na atividade econômica, mas ainda enxerga elementos que dificultem a previsibilidade da retomada da economia. A informação consta da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que decidiu pelo corte da taxa básica de juros, Selic, de 2,25% para 2% ao ano.
Na ata, o Comitê apontou que a pouca previsibilidade para a atividade econômica leva em conta dois fatores: a evolução da pandemia e o comportamento da economia diante do fim do auxílio emergencial.
Sendo assim, o Copom analisou que as incertezas podem implicar em uma retomada “ainda mais gradual” da economia. Ou seja, a velocidade da recuperação econômica depende da expansão ou arrefecimento da pandemia e do comportamento da economia diante da diminuição dos efeitos do auxílio emergencial.
O documento ainda mostra que a recomposição da renda do auxílio emergencial permitiu uma retomada “relativamente forte” do consumo de bens duráveis e do investimento. No entanto, o setor de serviços, que tem maior peso no PIB, permanece como um dos mais atingidos pela pandemia.
A projeção do governo para o PIB deste ano é uma queda de 4,7%. Para o mercado, a expectativa é que a economia tenha uma redução de 5,62% em 2020 e uma recuperação de 5% no ano seguinte, de acordo com o boletim Focus, que reúne as projeções do mercado para os principais índices econômicos.
(Bahia Econômica)

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