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Em manifesto, policiais denunciam perseguição por serem "antifascistas"


Um grupo de 500 trabalhadores da área da segurança assinaram um manifesto em apoio aos movimentos antifacistas. O documento de 17 páginas, divulgado nesta sexta-feira (6), denuncia perseguições contra policiais que integram ou manifestam apoio a atos pró-democracia.
O grupo intitulado “Policiais Antifascismo” é formado por delegados, agentes de polícia, policiais e bombeiros militares, guardas municipais, policiais penais, agentes de trânsito, policiais rodoviários federais e policiais federais de diversos estados do Brasil. 
De acordo com o documento, trabalhadores estão sendo alvo de uma investigação do Ministério Público do Rio Grande do Norte por supostamente fazerem parte de uma ação paramilitar. O movimento levanta pautas caras à esquerda como direitos humanos e não tem ligação com partidos políticos.
"Um simples olhar sobre a peça investigatória faz lembrar os piores momentos dos anos de chumbo, no ressurgimento de uma polícia política, hoje comandada por um promotor de justiça. Ao mesmo tempo, um parlamentar do PSL no Rio Grande do Sul, representa do seu gabinete na Assembleia Legislativa Estadual contra um policial antifascismo de Porto Alegre, por simplesmente postar nas suas redes sociais apoio aos movimentos antifascistas locais. Não podemos esquecer também dos muitos policiais perseguidos através de processos administrativos, que visam o cerceamento dos nossos direitos e liberdades políticas, garantidos pela Constituição Federal", diz um trecho do manifesto. 
O manifesto ainda convoca outros profissionais da área da segurança e se unirem para a criação de uma "Frente Única Antifascista". "Nós, policiais antifascismo, acreditamos que o trabalhador policial deve se colocar ao lado dos demais trabalhadores no enfrentamento ao fascismo. Afinal, o projeto fascista em nosso país é um projeto de avanço no ataque aos direitos conquistados pelos trabalhadores. Essa ofensiva atinge diretamente os policiais, apontando cada vez mais para a privatização da segurança e para o aumento da precarização do seu trabalho. Os números de suicídios entre policiais são somente o sintoma das péssimas condições a que estão submetidos os trabalhadores do sistema de segurança pública em nosso país", diz outra parte do manifesto. 

 Por: Reprodução/Facebook 

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