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Pandemia do novo coronavírus cancela 7 em cada 10 cirurgias de câncer e pode elevar número de mortes


A penas em abril, 50 mil brasileiros não tiveram acesso a diagnóstico e tratamento para o câncer. Ficaram sem radioterapia, quimioterapia e sem a possibilidade de operar. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, a pandemia de covid-19 cancelou 70% das cirurgias de câncer no Brasil entre 11 de março e 11 de maio, o equivalente a 116 mil procedimentos.
"As menos afetadas são as operações pouco invasivas, como a do câncer de pele não melanoma, mama inicial ou colorretal inicial", afirma o cirurgião Alexandre Ferreira Oliveira, presidente da SBCO, ao Uol. "Mas todo caso tem de ser discutido com o cirurgião."
"A falta de atendimento irá gerar um número de casos em estágios ainda mais avançados depois da pandemia", concorda a presidente da Femama (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama), que em uma pesquisa própria registrou cancelamento de 32% das consultas, 23% de cirurgias e 16% de exames de diagnóstico. "Pacientes que não podem recorrer a serviços particulares não têm outra opção a não ser esperar".
A pandemia também reduziu o número de diagnósticos e cirurgias oncológicas no Reino Unido, o que deve resultar em aumento de "pelo menos 20% na mortalidade", de acordo com um estudo publicado em abril no British Medical Journal. No Brasil, 224 mil pessoas morreram de câncer em 2019, de acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer). /Por: Reprodução

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