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Kanu revela passagem pelo Bahia e comenta relação com o Vitória: "Fui muito feliz"


Foram quatro temporadas disputadas pelo Vitória que fizeram Kanu se tornar um atleta querido pela torcida. Entrevistado pela Equipe dos Galáticos nesta terça-feira (5), o zagueiro comentou sua relação de amor com o Rubro-Negro.
Antes, porém, ele contou as dificuldades que passou para se tronar jogador profissional e revelou até uma passagem pela base do rival Bahia. "Comecei a trabalhar já com 12, 13 anos. Sempre fui de família humilde. Minha mãe ganhava um salário mínimo para sustentar quatro filhos. Meu primeiro emprego foi olhando carro, depois vendendo jornal. Vendi picolé, sorvete, bala e outras coisas. fiz tudo issos e não me arrependo. Dou valor. Graças a Deus, hoje tenho uma boa condição".
"Comecei a jogar em escolinha de bairro. Depois, fui para o Bahia, joguei lá três anos, na categoria de base. Quase ninguém sabe disso. Depois rodei por outros clubes, Cabofriense-RJ, ABC e fui parar em Portugal. Depois cheguei à Bélgica e ao Vitória. Mas, a trajetória foi difícil. Sofri muito, tinha ano que comia só frango, todo dia. Mas, nunca desisti e fui atrás o meu sonho", continuou.
O jogador teve até apelido no Tricolor. "No bairro sou chamado de Bibiu. No rival, me chamavam de Peteleco. Eu jogava na lateral, tinha passada larga, mas quando chegava no fundo não conseguia cruzar. Aí lá me chamaram de Peteleco. Eu saí do Bahia, pois naquela época não tinha ajuda de custo, tinha que trabalhar e voltar. Precisava ganhar meu dinheiro".
O atleta também revelou que quase retornou ao Bahia antes de iniciar sua história no Vitória. "Em 2013, o Vitória investiu para me contratar, ia pagar empréstimo, fez de tudo. Mas, o Standard não queria emprestar e só aceitava vender. O Vitória queria o empréstimo. Quando voltei, em 2015, eu ia para o Bahia, já estava conversando, mas escolhi jogar no Vitória. Sempre quis jogar no Vitória".
Sobre as quatro temporadas no Leão, o defensor destacou que teve mais alegrias do que tristezas. "Tem mais alegria do que tristeza. Fui muito feliz no Vitória. Teve ano que o clube não foi bem, mas a tenho mais alegrias. A única coisa que me arrependo foi aquela briga do Ba-Vi. Peço perdão até hoje, foi feio. Acabou sendo um mau exemplo para meus filhos. Não fui o causador da briga, mas não deveria ter feito aquilo. O resto, foi só coisa boa. O Vitória abriu as portas para mim, só tenho a agradecer".
Mas, a melhor fase na carreira, segundo Kanu, foi na Bélgica, onde brilhou e quase defendeu a Seleção do país. "Melhor fase foi no Standard de Liège. Fui o zagueiro que fez mais gols, fui campeão e joguei a UEFA (Liga dos Campeões) e cheguei às oitavas de final. Sou ídolo do clube, as pessoas sempre me mandam mensagem. Lá, os atletas que fizeram história são convidados para dar pontapé inicial aos jogos. Sempre sou convidado. Lá, fui cogitado para disputar a Copa do Mundo. Fui o melhor zagueiro do campeonato por três anos seguidos".
O zagueiro contou o que impediu sua naturalização. "Na Bélgica, para se naturalizar precisava de cinco anos lá. Depois desceu para quatro. Eu já ia completar quatro, mas, na minha saída do Standard para o Anderlecht, precisei deixar o país e não consegui pegar o documento".
Por fim, Kanu, aos 36 anos, lamentou o período de pandemia que o mundo passa e garantiu estar pronto para assinar com um novo clube quando o futebol retornar. "A gente está triste, nunca imaginava uma pandemia dessa, para parar o mundo. Mas, estou bem, treinando, mantendo a forma. É ficar em casa e esperar passar isso. alguns clubes já entraram em contato, mas não decidi ainda, pois não sei o que vai acontecer. Estou treinando para no momento certo acertar".  /

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