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Abril Marrom busca conscientizar a população sobre a cegueira


 Abril é o mês escolhido para conscientizar a população sobre a cegueira. A campanha, intitulada 'Abril Marrom'  tem como principal foco a prevenção, combate e reabilitação às várias espécies de cegueira. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de brasileiros com deficiência visual é de cerca de 6,5 milhões.

Já o Atlas Vision, publicado pela International Agency for Blindeness Prevention (IABV) em 2020, mostra que o Brasil tinha estimativa de 28,6 milhões de pessoas com perda de visão.

Em entrevista ao BNews, o oftalmologista Ruy Novais Cunha destacou a importância da campanha. "A prevenção da cegueira é fundamental na vida da sociedade, a visão tem uma importância, um papel na vida, nas atividades do indivíduo, acima de 85% de tudo que ele faz depende da visão, então o Abril Marrom é pra alertar a população sobre a necessidade dos cuidados com a prevenção da cegueira e as doenças oculares que nos traz maior risco como o glaucoma, a diabetes, a catarata e outras afecções que atingem o olho", explicou.


O especialista enumera as principais causas da cegueira no mundo. "Em primeiro lugar vem a catarata que é uma cegueira reversível, em segundo lugar o glaucoma, que é uma cegueira irreversível, em terceiro vem a retinopatia diabética, está relacionada com a diabetes do tipo 2 que pode avançar e atingir o olho com hemorragia interna. Aí depois vem acidentes domésticos e outros acidentes que levam a cegueira”, ressalta

O oftalmologista explicou ainda que a "maioria das causas da cegueira vem de fatores hereditários". "Ele [o indivíduo] já nasce com a predisposição e com uma determinada idade ele tende a desenvolver aquela doença com a penetração hereditária que varia de individuo, sexo e o fator genético da família, mas na verdade a prevenção do olho seco, por exemplo, que é uma doença atual em função do uso excessivo do monitor de televisão em jogos, a criança não pisca o olho e ele resseca e causa irritação frequentemente e uma conjuntivite que pode se tornar crônica em função dele permanecer muito tempo em frente à TV, então deve ser recomendado a lubrificação do olho com colírios artificiais e também intervalos de repouso entre as etapas de tarefas em frente ao monitor, seja trabalhando ou seja brincando em jogos e internet.

Prevenção e tratamento

A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que 80% das causas de deficiência visual podem ser prevenidas ou tratadas. Em 2019, o primeiro relatório mundial sobre visão divulgado pela Organização destacava que pelo menos 2,2 bilhões de pessoas têm deficiência visual ou cegueira. Desse número, pelo menos 1 bilhão são portadores de deficiência visual que poderia ter sido evitada ou que ainda não foi tratada.


Uma publicação intitulada "As Condições da Saúde Ocular no Brasil 2019", do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), ressalta que a cegueira atingia 1,577 milhão de brasileiros (0,75% da população), sendo que 74,8% dos casos teriam prevenção ou cura. Isso significa que esse indivíduos poderiam estar enxergando, se tivessem recebido tratamento apropriado a tempo.

Segundo reportagem da Agência Brasil publicada na última terça-feira (5), uma pesquisa sobre saúde ocular, realizada presencialmente pelo Instituto Datafolha em outubro do ano passado, com 2.088 brasileiros com 16 anos ou mais, em todas as regiões do país, apurou que metade da população tinha alguma dificuldade para enxergar. A maioria (58%) não tinha o hábito de ir ao oftalmologista anualmente e 10% afirmaram ter diabetes, principal causa de cegueira evitável.

A matéria diz ainda que um em cada três brasileiros admitiu não ir ao consultório de um especialista e entre os que costumavam ir, 34% informaram que a última consulta foi há dois anos ou mais. Somente cerca de 40% realizaram outros exames e não apenas o teste para medir grau de lente de correção. De acordo com a pesquisa, 95% das pessoas que visitaram um oftalmologista realizaram apenas o “teste de letrinha”, para medir grau de correção visual. Outros exames, como o mapeamento de retina, foram realizados por quatro em cada dez pacientes e 5% dos que se consultaram com especialistas não realizaram nenhum teste.


Com informações da Agência Brasil

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