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Mata de São João: Vereadores da oposição indagam aumento de R$ 1 mi na folha de pessoal da Câmara; presidente rebate


 A Câmara de Vereadores de Mata de São João, município da Região Metropolitana de Salvador (RMS) tem sido alvo de denúncias com relação ao aumento do gasto com pessoal entre os anos de 2020 e 2021. De acordo com dados do relatório da gestão fiscal, em 2020 a Casa tinha uma despesa de R$ 6.986.125,14, já em 2021 os gastos passaram a ser de R$ 8.125.077,49, o que representa um aumento de R$ 1.138.952,35.

Atualmente a Casa é presidida pelo vereador Nénem de Dadinho (DEM), e de acordo com os denunciantes, não há ações da Câmara que justifiquem as novas contratações, que passou de 82, em 2020, para 129, em 2021, muitos com salários que chegam a R$ 8 mil por mês.

Acontece que mesmo diante do aumento de nomeações, vereadores tem se queixado do corte de um assessor de cada oposicionista.

O vereador Paulo Bolinha (PP) reforçou as denúncias durante entrevista ao BNews. “O quadro aumento muito, tem pessoas que nem na Câmara vão. Nós temos no orçamento, tem na lei que cada vereador tem três assessores e o presidente cortou da oposição e colocou mais para eles [vereadores da base]”, disse o edil.

Segundo Bolinha, o grupo de oposição entrou com um mandado de segurança que ainda não foi julgado pela Justiça. “Estamos desde agosto com menos um assessor”, ressalta.

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Ainda de acordo com o vereador, o grupo procurou o presidente da Câmara para conversar sobre o assunto, mas houve apenas a promessa de que o caso seria avaliado e a resposta dada posteriormente. “Quem manda na Câmara é o prefeito, ele [o presidente] é menino de recado, tirou porque o prefeito mandou tirar. Nem sequer fomos comunicados, foi de arbitrária, ele não é um presidente de diálogo não conversa com oposição”, completou.

Nossa reportagem também ouviu o vereador Professor Adelino (PT), que também destacou o prejuízo com a medida tomada pelo presidente da Casa. “O presidente atropela todo o processo democrático, o regimento interno, tudo isso com o intuído de prejudicar os vereadores da oposição. Ele é mal assessorado, um assessor a mais nos ajudaria bastante a desenvolver nosso trabalho, sem a gente fica no prejuízo”.

O ex-presidente da Câmara, Agnaldo de Lulu (PSD) disse à nossa reportagem que muitos assessores foram nomeados pela Casa com salários de até R$ 6 mil. “A Câmara não sabe quem são, onde estão, a Câmara só tem desmoralizado a cidade. A gestão da Câmara tirou dos cinco vereadores de oposição um assessor cada para sangrar a oposição e nomeou todo mundo para eles”.

O que o presidente da Câmara

Por meio de sua assessoria, Neném de Dadinho disse que os dados apresentados à nossa reportagem foram distorcidos, e que o relatório da gestão fiscal de 2020, que apresenta despesa de R$ 6.986.125,14 não computa os impostos.

A nota diz ainda que houve uma economia razoável dos gastos da atual gestão em relação à anterior e que todos os gabinetes têm o mesmo número de assessores, bem como nas Comissões Permanentes a distribuição dos assessores é isonômica.

Confira na íntegra:

Com relação ao aumento de gastos com folha de pessoal entre 2020 e 2021, os dados que lhe foram apresentados estão distorcidos.

O relatório da gestão fiscal de 2020, que apresenta despesa de R$ 6.986.125,14 não computa os impostos.

Já em 2021, além de estarem computados todos os impostos, também tem valores da administração do antigo presidente, que não foi posto em ’restos a pagar’ e que se refere a resultados anteriores - havendo sido, inclusive, informado ao TCM/BA no relatório de transmissão de governo, logo deveria ter sido somado às despesas de 2020.

Portanto, o alegado aumento de R$ 1.138.952,35 não existe, havendo sim uma economia razoável dos gastos da atual gestão em relação à anterior.

Todos os gabinetes têm o mesmo número de assessores, bem como nas Comissões Permanentes a distribuição dos assessores é isonômica.

Quanto à acusação de existência de “funcionários fantasmas", supostamente denunciado a esse órgão da imprensa, seria importante que trouxessem os nomes para que possamos averiguar. Curiosamente, nenhum vereador, independentemente do grupo político a que pertence, jamais relatou a essa gestão qualquer nome para que se pudesse averiguar a veracidade, o que permite concluir que não é verdade.

Por fim, a presidência da Câmara de Vereadores é autônoma e independente, e o prefeito sempre soube respeitar tal posição.

Aproveito a oportunidade para solicitar seu e-mail para lhe enviar todos os documentos relativos aos gastos com pessoal do referido período.


Divulgação    Samuel Barbosa

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