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Otto Filho concorda com união de esquerda e direita nas ruas para derrubar Bolsonaro


 O deputado federal Otto Alencar Filho (PSD) concordou com a união de diferentes segmentos ideológicos para tentar o impeachment do presidente Jair Bolsonaro, após os atos esvaziados no último domingo (12) contra o governo. Em Serrinha para a inauguração da 21ª Policlínica Regional do estado, o parlamentar disse que se for "necessário" participaria de uma "grande aliança" com representantes de esquerda e de direita, marchando junto como único objetivo, pela derrubada do atual presidente.

"Eu acho que nós temos que tirar o presidente Jair Bolsonaro. Se for necessário, a nível nacional, fazer uma grande aliança de esquerda, centro, direita, eu topo", declarou Otto Filho ao BNews

Após o discurso golpista no ato do 7 de setembro em São Paulo, Otto se manifestou nas redes sociais pelo impedimento de Bolsonaro. O deputado defende que o general Hamilton Mourão, vice-presidente, é mais capaz e "equilibrado" para assumir a presidência da República.

No mesmo dia, aconteceram diversas manifestações pelo país também contrárias a Bolsonaro e pelo seu impeachment, mas foram protagonizadas por partidos de esquerda, movimentos sociais e sindicalistas.

"declaração à nação", redigida pelo ex-presidente Michel Temer, para o deputado baiano prova que Bolsonaro "percebeu" que nem o Congresso muito menos o Supremo Tribunal Federal (STF) iria dar um passo atrás com a sua ofensiva, e decidiu ele mesmo "recuar".

"Quem acabou recuando foi ele e ficou muito feio. Fez um monte de declarações irracionais e acabou tendo que pedir para Michel Temer, ex-presidente, fazer uma carta para ele assinar. Com isso, o presidente vem perdendo cada vez mais apoio", salientou.


TERCEIRA VIA

A tônica dos atos deste domingo (12) foi a tentativa de fazer emergir um representante forte da "terceira via", que é uma alternativa à polarização Lula-Bolsonaro. Otto acredita que a perda progressiva de apoio e popularidade do atual presidente pode dar espaço para que outro nome surja com força em 2022.

Na Bahia, no entanto, não crê que o movimento possa ser o mesmo, com um eventual crescimento exponencial do atual ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos).

"Acho que na Bahia não existe espaço para o candidato João Roma, isso é muito difícil que aconteça. Acho realmente que a eleição na Bahia vai polarizar. O candidato do nosso grupo, liderado pelo governador Rui Costa, aliado dos senadores Otto Alencar, Jaques Wagner, Angelo Coronel, toda a base aliada, e o candidato ACM Neto, no final vão estar polarizados. Mas, a nível nacional, acho que existe sim a possibilidade de uma terceira via", analisa.

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/BNews  Por: Pedro Vilas Boas e Luiz Felipe

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