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Depois de perder mulher para Covid-19, Alberto Fraga rompe amizade de 40 anos com Bolsonaro


 Após perder a mulher pela Covid-19 assim como familiares de mais de meio milhão de brasileiros, o ex-deputado Alberto Fraga (DEM-DF) decidiu se afastar do presidente Jair Bolsonaro, com quem mantinha uma amizade de mais de 40 anos. O falecimento precoce de Mirta também abalou a relação da família. O caçula de Fraga, de 20 anos e estudante de medicina, culpa o presidente pelo fato.

“Esses dias corrigi meu filho: ‘você não deve fazer isso, você não pode culpá-lo pela morte da sua mãe’. Lá em casa todo mundo era ‘Bolsonaro doente’”, contou o policial militar aposentado, que é crítico do presidente no enfrentamento à pandemia e lamenta a sua falta de "sensibilidade".

"Sempre disse que a vacina era importante. E esse era um dos pontos que eu discordava diretamente do Bolsonaro. Eu disse algumas vezes que a economia se recuperava. As vidas não. Isso fez com que, em diversas situações, eu fosse me decepcionando com algumas posturas. Eu não consigo entender essa falta de sensibilidade do presidente com relação à morte das pessoas”, admitiu em entrevista ao Estadão divulgada nesta segunda-feira (13).

Fraga relata que o presidente não o visitou após a morta da esposa, nem compareceu ao seu enterro. O ex-PM diz que ainda que quisesse ir, a sua presença não era bem vista por parte da família.

"Não, e nem foi ao enterro. Até porque se ele fosse, ia dar problema. Muita gente na família ficou com raiva dele. Uma culpa que eu acho que ele não tem", diz.

O militar reformado aponta os erros do presidente na condução do governo e também dos generais que fazem parte da articulação política do planalto, que permitiram gastos bilionários no Congresso para manter a base de apoio de Bolsonaro e evitar um impedimento.

Fraga também explica que a postura de Bolsonaro se deve à politização, principalmente em torno da vacina e do seu conflito pessoal com o governador de São Paulo, João Doria.
 

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 Por: Reprodução/Facebook  Por: Redação BNews

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