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Sem pressa, plenário da AL-BA só deve votar processo contra Alden em 15 dias


 O plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) só deve votar o parecer do Conselho de Ética, que sugeriu suspensão de 30 dias do mandato de Capitão Alden (PSL), em cerca de 15 dias. Alden foi processado pelos próprios colegas de bancada de oposição após afirmar, em uma transmissão ao vivo, que os parlamentares recebiam, cada um, R$ 1,6 milhão da prefeitura de Salvador. 

A demora para votar um parecer que já é consenso na Casa, aprovado ainda em julho, tem relação com a punição ter sido considerada pelos deputados de oposição como branda e a pré-campanha dos parlamentares. No próximo ano acontecem as eleições para deputados estaduais. Todos os parlamentares tem se reunido com lideranças do estado, inclusive presencialmente, para viabilizar a reeleição. "Tinha um ano e meio que não viajava. Tenho que me reeleger", disse um deputado ao BNews, em condição de anonimato.

O parecer do Conselho de Ética deve finalmente ser discutido pelo plenário em cerca de 15 dias após projetos de lei que estão sobrestando a pauta serem aprovados. Mesmo em meio à pendência de analisar o processo contra Alden, a bancada de oposição não desistiu da estratégia de pedir vistas das propostas, o que atrasa a votação.

O caso

Em abril, o deputado Capitão Alden (PSL) fez uma transmissão ao vivo nas redes sociais, quando afirmou que os colegas da bancada de Oposição na AL-BA recebiam, cada um, R$ 1,6 milhão da Prefeitura de Salvador. “Eu fui eleito não foi pra ficar em casa, com medinho, sem denunciar nada. Se eu ficasse na minha, sem falar nada, eu tava feito na vida, recebendo 1,6 milhão da prefeitura, porque os deputados de oposição todos ganham R$ 1,6 milhão da prefeitura”, disse Alden.

Após a repercussão negativa do caso, o deputado bolsonarista se desculpou pelas redes sociais, durante uma sessão da Assembleia e ainda enviou uma retratação diretamente para a Prefeitura de Salvador.

Em julho, o Conselho de Ética aprovou o relatório do deputado Luciano Simões Filho (DEM), que prevê a suspensão do mandato de Alden por 30 dias. A punição branda foi feita a pedido de ACM Neto, ex-prefeito de Salvador, que avaliou como negativa uma punição maior para um colega de bancada.

O deputado bolsonarista ainda apresentou um requerimento para anular os efeitos do processo, alegando caducidade, mas a Mesa Diretora da AL-BA rejeitou.

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 Por: Vagner Souza\Arquivo BNews 

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