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Entenda por que não pode bater no vidro dos aquários; especialista explica forma correta de cuidar dos peixes


 Você sabe por que não devemos bater no vidro do aquário? Além disso, já se perguntou qual a forma correta de criar um peixe? O BNews conversou com uma especialista para saber o que é necessário fazer para criar esse pet e mantê-lo saudável. 

Segundo a médica-veterinária Joane Salustiano, do Hospital 24h Ama Pets, por inocente que seja a intenção, não devemos bater no vidro do aquário porque os peixes possuem estruturas muito sensíveis para percepção ambiental. Essa vibração é amplificada, gerando um estímulo estressor muito grande. “Isso compromete a saúde do animal e se esse estímulo for contínuo, a imunidade esse pet fica instável, deixando-o vulnerável a doenças”, explicou a profissional. 

A médica também ressaltou que o tutor deve respeitar a fisiologia do animal de acordo com parâmetros de água, sociabilidade, hábito alimentar e espaço para manter um aquário adequado para que o peixe consiga viver de forma saudável e confortável. Joane acrescenta que a limpeza do aquário vai depender do tipo de sistema de filtragem, sendo que nunca deve ser retirado 100% da água, realizando apenas trocas parciais e limpeza do filtro. 

A veterinária orientou também que os tutores devem obter testes hidrológicos e condicionadores de água, que servem para triagem da qualidade e parâmetros da água e para adequação e correção dos parâmetros, respectivamente. 

Especialistas afirmam que o aquário não deve ficar em lugares muito frios e quando a temperatura estiver muito baixa, o ideal é colocar um aquecedor ou termostato no local. O tutor deve possuir um termômetro para medir a temperatura da água diariamente. A temperatura ideal varia de acordo com a espécie do peixe criado. Um peixe de região tropical, por exemplo, precisa de temperaturas entre 19°C e 27°C. Em caso de dúvida, é importante entrar em contato com um especialista para saber qual a temperatura ideal para o seu peixe. 
 

 

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Já em relação à alimentação, Joane explica que cada espécie precisa de um tipo específico de alimento, podendo variar em duas vezes ao dia ou até a cada 2 dias. Existem peixes carnívoros de aquários jumbos, como o oscar, polypterus e aruanã, que devem ser alimentados com rações protéicas, camarões e pequenos peixes. De acordo com a médica, a frequência de alimentação dessas espécies é mais espessada e com um volume maior de alimento. 

“Existem também os peixes onívoros, como os ciclídeos, os tetras e os betas, que precisam de rações misturadas com proteínas e vegetais, além de também precisarem de maior frequência de alimentação, apesar de pouco volume. Já os peixes herbívoros, comedores de algas, como os cascudos e corydora, precisam de rações à base de algas e geralmente se alimentam o tempo todo de algas em aquário”, exemplificou a médica. 

E, falando de espécies, a profissional destaca que o convívio entre peixes compatíveis pode ser possível, mas também deve ser levado em consideração o espaço do aquário. O ideal é sempre se informar sobre as espécies que você deseja ter no mesmo espaço para saber se elas realmente podem conviver um com o outro. 

“Um exemplo muito conhecido é o peixe beta, que a maioria das pessoas acham que devem ser criados individualmente, porém, a depender do tamanho do aquário, eles podem ser criados com outros peixes de outras espécies, não sendo indicado apenas colocar outros betas no mesmo aquário”, finalizou a especialista. 

Vale ressaltar que em caso de qualquer dúvida ou se você nunca criou um peixe antes, é indispensável o acompanhamento de um médico veterinário, que vai te indicar todos os alimentos que você deve comprar, o tipo de aquário e outras dicas indispensáveis para que você saiba criar o seu peixe dentro das condições adequadas. 

Classificação Indicativa: Livre


 Por: Pixabay 

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