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Globo é processada por suposto assédio de Carlos Cereto a funcionária


 A Globo responde na Justiça do Trabalho a um processo movido por uma ex-funcionária que acusa a emissora de ser conivente com assédio moral supostamente praticado por Carlos Cereto, que deixou a emissora após 20 anos nesta quinta-feira (1º). A informação foi revelada pelo site notícias da TV.

No processo, a ex-funcionária diz que Cereto a xingava e a fazia dar voltinhas na Redação para mostrar seu corpo. Nos autos, a ex-funcionária relata diversos fatos, confirmados por pelo menos três testemunhas que teriam visto a situação.

Em um desses momentos de assédio, a ex-funcionária relata no processo que foi chamada de "incompetente, desqualificada e despreparada" por Cereto. Em outro, o jornalista dizia que a sua então colega "estava uma delícia, beijava sua mão" e a fazia dar voltas pela redação.

Os casos teriam ocorrido entre 2012 e 2015, quando Cereto era chefe de Redação do SporTV em São Paulo. 

"Uma vez, a autora comunicou (no final de 2012) uma discussão com Carlos ao RH e a superiores dele, ocasião em que a autora foi deslocada para outra área, retornando alguns meses depois a ser novamente subordinada a Carlos, pois este passou a coordenar também a área que a autora tinha se deslocado; nessa época, o depoente não estava mais no setor; que presenciou a autora comunicando ao superior, sendo que a comunicação ao RH foi a autora que disse ao depoente; que posteriormente a autora voltou ao Arena SporTV, mas o depoente não presenciou; que Carlos já gritou com o depoente e que já reclamou aos seus superiores; que Carlos enviava mensagens para o depoente e a autora por WhatsApp, e-mail e também telefonava, em qualquer horário do dia e da noite, mas com relação às ligações o depoente não presenciou, mas presenciou os e-mails, pois recebia cópia do mesmo e-mail; que o depoente recebeu ligações de Carlos de madrugada", diz trecho do processo.

Em outra parte dos autos uma testemunha contou que teria visto a ex-funcionária chorando nos corredores após uma outra discussão com Carlos Cereto. A mulher relata que todos na Redação ficavam constrangidos com o que acontecia e que Cereto costumava ter comportamento rude com demais colegas.

"A depoente tinha bom relacionamento profissional com Carlos Cereto, tendo sido contratada por ele; a depoente também se reportava a ele; [a testemunha também disse] que Carlos não tinha bom relacionamento com a autora, pois ele  atratava rispidamente, reclamava muito e falava em tom de voz alto, além de ser grosseiro desnecessariamente; que Carlos já chamou a autora de incompetente diversas vezes na frente de outros colegas; que a autora se sentia humilhada; que a depoente e demais colegas ficavam constrangidos com a atitude de Carlos em relação à autora; que no geral, Carlos era grosso com todos, mas em relação à autora era mais ostensivo; que presenciou a autora chorando por Carllos ter chamado a atenção dela de modo ríspido", diz trecho do processo.

Na primeira instância, a juíza Marisa Santos da Costa aceitou o pedido da ex-funcionária. Para a magistrada, ficou comprovado por diversos pontos que Carlos Cereto cometeu o assédio de que foi acusado e que a Globo foi conivente. 

"Assim, reconhece-se a lesão à dignidade da autora, configurando dano moral, restando estabelecer, por arbitramento racional, norteado pelo princípio da razoabilidade, a extensão da compensação correlata", disse a juíza.

Classificação Indicativa: Livre


Por: Reprodução/TV Globo  

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