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Banco Central nega existência de golpe do "Pix agendado"


 Nas últimas semanas circularam na internet informações de alerta sobre um novo golpe virtual. Criminosos estariam se aproveitando da grande aceitação do Pix, cujas transações já superam as movimentações por DOC e TED juntos, para ganhar dinheiro dos desatentos. Mas, segundo o Banco Central, o golpe não existe e a estratégia não passa de boato.

De acordo com os relatos, os bandidos utilizavam dados de pessoas físicas vazados na internet para fazer agendamentos de Pix. As vítimas seriam então notificadas do agendamento, e, em seguida, contactadas por fraudadores que contariam ter agendado o depósito por engano e pediriam a devolução da quantia com urgência. Com isso, os criminosos receberiam o dinheiro das vítimas. 

Ao site IG, o Banco Central disse que o banco recebedor não tem como saber que existe um Pix agendado para uma conta em data futura. “O Pix agendado fica no sistema do banco pagador, mas não é visível para quem vai receber até que a transação seja confirmada”, afirmou em nota. Ou seja, o golpe é “tecnicamente impossível de acontecer”.

Ou seja, a única forma de tirar dinheiro de uma vítima seria estritamente a partir do convencimento.

Marcelo Queiroz, head de Estratégia de Negócios da ClearSale conversou com reportagem e deu dicas de como reduzir as chances de ser vítima em golpes: não disponibilizar usuário e senha para outras pessoas; executar as operações sensíveis em ambientes logados; não utilizar a mesma senha em todos os aplicativos; trocar senhas periodicamente. E, em termos de engenharia social, desconfiar de anúncios muito vantajosos.

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 Por: Marcello Casal Jr/Agência Brasil 

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