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Ipiaú: Presidente da Câmara já se reuniu com MP para tratar sobre inquérito sobre suposta "rachadinha"


 O presidente da Câmara de Ipiaú, Robson Moreira (PP), conta que se reuniu com a promotora Alicia Violeta Botelho nesta semana para conversar sobre inquérito instaurado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) sobre suposta prática de “rachadinha” na Câmara de Ipiaú, no sudoeste do Estado.

O parquet instaurou o procedimento considerando a ampla divulgação da gravação de um diálogo entre o ex-vereador e dirigente do Democratas de Ipiaú, Plínio Nery, e o atual vereador Milton Cruz (DEM), o Picolé, no qual há no qual há menção à um suposto pagamento - ou exigência de vantagens - para a nomeação de pessoas no âmbito da Casa.

"Ela foi bem enfática, disse que tinha ouvido o áudio e questionou todos os quesitos. Respondemos, eu pelo menos. Foi tudo individual. Cada um no seu tempo e no seu horário. Ela está também inquirindo os servidores da casa. Normal", descreveu o encontro em entrevista ao BNews na tarde desta sábado (12).

Moreira avaliou que o órgão é a entidade mais indicada para apurar a denúncia, e explicou que a Câmara não tem servidores efetivos suficientes, e adequadamente qualificados, para seguir adiante com uma sindicância a respeito do assunto.

Segundo ele, os envolvidos chegaram a ser ouvidos e existe a intenção de escutar assessores e pessoas que não são da Casa, mas que foram citadas no áudio.

"Tentamos fazer uma sindicância interna. Não deu certo e o MP agora está apurando. Temos que aguardar o parecer final. Estamos tranquilos em relação a isso. Não existe isso ["rachadinha"] lá na Casa Legislativa de Ipiaú", garantiu.

Ele explica que sua gestão "mudou muita coisa" e avalia que isso tem incomodado um grupo de pessoas. Segundo ele, há rumores de que o áudio foi uma armação e que aguarda o resultado do inquérito do MP-BA com tranquilidade.

"Quem quiser vir fazer um levantamento do que é Casa Legislativa hoje e o que era ano passado, ficaria estarrecido com o que era os gastos públicos. Nós mudamos isso, e tem incomodado muita gente. Estamos sendo alvo de sérias agressividades por parte de alguns justamente por conta dessa mudança, a começar pela casa. Trocamos um quadro de servidores nomeados que tinham 20 anos lá”, contou. 
 
Durante entrevista, Moreira também disse que Picolé confessou que a voz da gravação é realmente sua mas alegou que estava alcoolizado no momento do registro e que estava exaltado. "Ele pediu perdão a todos nós e disse que foi uma hora de bebida", contou. 

Na gravação, Picolé fala de um acordo com o presidente da Casa para lotar uma mulher em seu gabinete. Ela receberia R$ 2.200 para exercer as atividades, mas metade desse valor não ficaria em sua conta. 

“Estive na fazenda dele. Ele disse: ‘dia 30, eu vou registrar a menina lá. Ela vai estrear e eu vou dar um salário de R$ 2.200 para você. Você dá R$ 1.000 e fica com R$ 1.200’. Eu disse que não, que ficaria com R$ 1.100, para gastar em prol da campanha”, conta no registro.

"Eu não falei nada com ele. Não tenho fazenda, só uma chacarazinha de dois hectares. Ele foi lá comigo, conversamos. Não tratamos nada desse assunto. Nada, nada. Tratamos sim do assunto de uma contratação, que ele pediu um cargo para uma pessoa dele na Casa. Isso foi discutido sim, mas nada de dividir salário", rebate Moreira.

Atualmente, segundo o presidente, além de um assessor, Picolé "não tem ninguém contratado na Casa". Ele descreve o posto solicitado pelo edil como técnico, e disse ques embora o perfil do postulante a vaga tenha sido explicado durante a conversa, nenhum currículo foi entregue. 

O MP-BA tem noventa dias para concluir o procedimento instaurado na última segunda (7)./



Por: Reprodução/Câmara de Ipiaú 

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