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Infectologista aconselha que pessoas que aglomeraram no último feriadão cogitem realizar "quarentena" de no mínimo 10 dias


 A médica infectologista Clarissa Cerqueira  aconselhou nesta segunda-feira (28) que pessoas que aglomeraram no último feriadão cogitem realizar uma quarentena de no mínimo 10 dias para evitar transmitir o novo coronavírus na comunidade. 

Para a especialista, a queda na taxa na transmissão de Covid-19 verificada nos último dias se deve a medidas de prevenção adotadas no período, mas advertiu que isso deve mudar.

"Com essas aglomerações do São João, é esperado um novo aumento das infecções. Não podemos deixar de comemorar [os números registrados até aqui], mas a expectativa é de que os casos voltem a subir", afirmou nesta segunda-feira (28).

A declaração foi dada ao Jornal da Bahia no Ar, capitaneado pelo apresentador José Eduardo. Cerqueira orientou que pessoas que aglomeraram no último feriado deveriam se resguardar por no mínimo dez dias uma vez que estiveram expostas.

Ela salientou que o prazo pode ser menor, e apontou para a possibilidade de realizar um teste para identificar a infecção. "Como as pessoas podem estar assintomáticas pode ser difícil colocar na cabeça delas que podem estar infectadas", avaliou.

A infectologista explica que pessoas previamente vacinadas podem desenvolver a Covid-19, embora os casos possam ser mais leves. "Contudo, não podemos generalizar. Há relatos de pessoas que tiveram casos graves. Mas é a raridade", disse.

Ela acrescenta que é sempre importante que seja realizada a testagem, para ocorra a comprovação de que efetivamente houve reinfecção. 

"A pessoa pode ter tido contato com o vírus, não ter desenvolvido sintomas de Covid, só que a gente faz o PCR e o vírus tá lá. O PCR pode ficar lá, positivo por três meses. Mas aí ela pega um outro vírus e desenvolve sintomas", elucidou.

A médica alerta que isso pode acontecer com mais frequência durante o inverno - período de maior incidência de infecção de outros vírus, como o da gripe comum. 

Cerqueira também desaconselhou que a população deixe de se vacinar porque não tem o imunizante desejado, uma vez que todas as vacinas disponibilizadas são seguras e eficazes contra a doença.

"Isso é egoísmo. A gente tem que deixar disponível as vacinas que estão aí para todo mundo, independente da vontade que cada um tem", advertiu. / Por: Reprodução/YouTube 

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