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André Mendonça busca apoio no Senado por vaga no STF


 O ministro da Advocacia Geral da União (AGU), André Mendonça, favorito para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) que será aberta pela aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello, tem procurado senadores e pedido apoio. 

Mesmo que seja o favorito do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para receber a indicação, Mendonça precisa ser aprovado em duas votações dentro do Senado - na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário da Casa. Nesta última ocasião, ele precisa do aval de ao menos 41 dos 81 senadores.

De acordo com informações do jornal Estado de São Paulo, o atual AGU tenta vencer resistências à sua provável indicação no Congresso, que o vê como alguém com pouca interlocução política. O periódico apurou que há o receio de que o STF reforce a "ala punitivista" da corte, impondo reveses a senadores e deputados em processos criminais.

Mendonça já conversou, por exemplo, com o senador Alvaro Dias (PR), líder do Podemos, na semana passada. A legenda é a terceira maior bancada da Casa, com nove representantes. "Ele fez apenas uma visita de cortesia. Disse que não sabe se será indicado", desconversou ao ser questionado se pretende apoiá-lo.

Além disso, o ministro também vem tratando do assunto com senadores do PSD, a segunda maior representação na Casa, com 11 integrantes, atrás apenas do MDB - com 15. Também segundo o jornal, Mendonça esteve com o líder do PSD, Nelsinho Trad, e pediu apoio.

O senador Lucas Barreto, um dos nomes do PSD na CCJ, afirmou que pretende votar no advogado-geral da União. "Ele está trabalhando e já sai com muitos votos", disse. 
Sob a condição de anonimato, um senador de oposição ao governo disse à publicação que uma indicação do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto

Martins, ou do procurador-geral da República, Augusto Aras, outros nomes cotados para a vaga, teria maior aceitação.

Já o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB), disse que a maioria dos parlamentares demonstra aprovar o nome indicado pelo Planalto, desde que o escolhido tenha currículo. 

"Ele começou a carreira como AGU, a exemplo dos ministros do STF Gilmar Mendes e Dias Toffoli e, além disso, foi ministro da Justiça. Sob o ponto de vista de currículo não vi ninguém contestando", avaliou.

 

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