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 Conhecida como Capitã Cloroquina, a secretária nacional do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, confessou que esteve em Manaus, no Amazonas, cerca de dez dias antes do início da crise de oxigênio na cidade, mas que à época era impossível prever o desabastecimento do insumo necessário para tratar pacientes com Covid-19.

"Não houve percepção que faltaria, tivemos comunicação por parte da secretaria estadual que transferiu ao Ministério uma mensagem da White Martins sobre problema de abastecimento, mas como um problema na rede [...] uma situação extraordinária, não tínhamos noção. Impossível fazer essa previsão de quanto vai usar a mais de oxigênio", disse Mayra em depoimento à CPI nesta terça-feira (25).

Ela disse não ter participado da compra, aquisição ou logística na entrega de oxigênios, e que também não foi responsável por transferir pacientes a outros estados, somente pelos pacientes da pediatria.

Mayra também admitiu não saber a quantidade de pessoas que morreram asfixiadas sem oxigênio durante a crise em Manaus. Apesar de ter ido à cidade como "médica", a Capitã Cloroquina disse que não atendeu nenhum paciente neste período.

Presidente da Comissão, Omar Aziz (PSD-AM), interferiu e perguntou sobre a receita de cloroquina via nebulização a uma mulher grávida, que veio a óbito. Ele questionou se a médica responsável estava no sistema único de cadastro do Ministério da Saúde, mas a secretário permaneceu em silêncio.

A secretária garantiu ainda que o Ministério da Saúde não teve nenhuma responsabilidade sobre a crise sanitária no local: "A culpa da doença é do vírus". /Por: Jefferson Rudy/Agência Senado 

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