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Servidores municipais paralisam atividades em protesto por segurança em postos de saúde


 Servidores municipais que atuam nos postos de saúde de Salvador paralisaram atividades para realizar, na manhã desta segunda-feira (19), uma manifestação em frente à unidade da Baixa dos Sapateiros em prol de instalação de segurança fixa no local. 


Ao BNews, o coordenador do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps), Paulo Cerqueira, afirmou que o Centro de Saúde do Pelourinho tem sido alvo de diversos episódios que ameaçam a segurança dos profissionais que atuam no posto.

“Na semana passada, por exemplo, um homem entrou na unidade depois do horário de atendimento, sem ter agendado consulta, querendo ser atendido a todo custo. Um trabalhador foi conversar com ele e o rapaz tentou agredi-lo. O funcionário precisou segurar os braços dele e colocá-lo no chão. Nós tivemos que acionar a Guarda Municipal para levar o usuário para a delegacia”, relatou Cerqueira. 
 
O coordenador do Sindseps ainda contou que cobrou a Secretaria Municipal de Saúde, que teria prometido assistência por meio de rondas da Polícia Militar. “A presença ocasional de viaturas pode amenizar a frequência de ameaças e tentativas de agressão, mas nós precisamos de uma segurança fixa, porque os casos continuam a acontecer”, criticou ele. 

“A gente sabe da dificuldade de atender a demanda dos mais de 160 postos de saúde na capital, mas tem unidades que precisam mais, como aqui”, continuou Paulo Cerqueira.

Em contato com o BNews, o secretário municipal de Saúde, Leo Prates, afirmou que se reuniu com o Sindseps e a Secretaria Estadual de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) para pedir o apoio da Polícia Militar com rondas frequentes nos centros de saúde que mais precisam, incluindo o do Pelourinho. Além disso, serão instaladas câmeras de segurança em algumas unidades.

“Fizemos uma reunião pedindo ronda nas áreas onde há postos de saúde e estamos também finalizando uma licitação para monitoramento eletrônico, que será acompanhado pela Guarda Civil Municipal”, afirmou Leo. 

Ainda segundo o secretário, questões orçamentárias, “principalmente neste momento de pandemia”, impedem que seja designada segurança fixa para os centros de saúde.


BNews  Por: Luiz Felipe Fernandez e Lara Curcino

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