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Entidade questiona dados da Covid-19 para povos indígenas: ‘Quase o dobro das mortes divulgadas pelo governo'


 Os dados disponibilizados em mais recente boletim epidemiológico da Secretaria Especial de Saúde Indígena, acessado nesta segunda-feira (19) pelo BNews, mostram que a Covid-19 já infectou 6% da população indígena de todo o país, com 43.784 diagnósticos positivos para a doença e 639 óbitos.

No entanto, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) questiona os números e diz que, desde o início da pandemia, já foram 1.039 mortes em todo o território nacional, 62% a mais do que as notificações oficiais do governo.

Com 240 mortes, o Amazonas é o estado que registra o maior número de óbitos (23%) seguido por Mato Grosso (153), Mato Grosso do Sul (107) e Pará (101). Já a Bahia aparece com 22 óbitos até este sábado (17), cerca de 2% do total do país.

Neste cenário, a população indígena baiana já está 63% vacinada com a segunda dose do imunizante contra a Covid-19, enquanto 70% já recebeu a primeira, de acordo com o acompanhamento vacinal disponibilizado pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). Já nos casos confirmados, há 2,2 mil, o que significa que cerca de 1% da população infectada veio a óbito.

O estado da Bahia possui aproximadamente 26,8 mil cadastros de pessoas no Sistema de Informação de Saúde Indígena (Siasi). No território são, ao todo, 104 aldeias, com 14 etnias predominantes, localizadas em 25 municípios, com maior concentração nas regiões Sul e Extremo Sul. 

Ainda de acordo com os dados coletados pela Apib junto a organizações, distritos especiais indígenas e secretarias de saúde, 52.494 índios foram infectados no Brasil. Há, em todo o país, aproximadamente 850 mil indígenas distribuídos entre 305 povos.

A primeira morte de indígena foi registrada em 20 de março do ano passado. Uma anciã borari, de 87 anos, em Alter do Chão, no Pará, também não notificada entre os casos da Sesai.   /Por: Agência Brasil  Por: Yasmin Garrido

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