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Lockdown gera queda em mortes e infecções, mas resultado demora a aparecer

 


Com dados dos estados do Maranhão e Amapá, e de 3 cidades que implementaram medidas duras para combater o contágio do novo coronavírus:, Fortaleza (CE), Belém (PA) e Araraquara (SP); o site Poder 360 analisou a efetividade das medidas na redução de internações e de mortes provocadas pela Covid-19. Os casos e as mortes de covid nesses lugares levaram ao menos 3 semanas para interromper a trajetória de alta.

Apesar da pressão econômica, os locais analisados com melhores resultados foram aqueles nos quais o isolamento permaneceu por mais tempo, a exemplo de Belém, Fortaleza e Araraquara, onde as medidas duraram mais de 15 dias. Araraquara segue em lockdown iniciado em 21 de fevereiro. Aplicou medidas mais restritivas que as demais e também por mais tempo. Os resultados começaram a aparecer em três semanas.

O prefeito Edinho Silva (PT) relatou que, do dia 21 de fevereiro ao dia 15 de março houve queda de 18% no número de internações: “Se não tem vacina, faz gestão da pandemia. Há 1 semana, já não temos mais nenhum paciente aguardando leito de UTI”.

No Maranhão e Amapá houve isolamento mais curto: de 13 dias e 15 dias, respectivamente. Os governadores sofreram pressão econômica para abrir. Em ambos os Estados houve alta de casos por semanas até que parassem de subir.

Na Inglaterra, levou de cinco a seis semanas para cair o número de casos, segundo estudo do Imperial College, com o lockdown realizado em janeiro e fevereiro deste ano na Inglaterra. O Piauí não tem levantamento próprio, mas usa esse paper como referência.

Ausência de estudos

O Poder360 perguntou aos 26 Estados e ao Distrito Federal se eles têm estudos sobre os efeitos de medidas restritivas na pandemia. Só o Maranhão apresentou um levantamento sistematizado com dados próprios.

No estado do Piauí, a situação usada com referência para o isolamento é a de Canavieira, cidade de 3.600 habitantes. Em março do ano passado restringiram o acesso ao local, mas não impediram completamente. Quem vinha de fora tinha que ficar isolado por oito dias e era submetido a teste. O primeiro caso só apareceu na cidade em setembro. Segundo a coordenadora de saúde básica da prefeitura, Elziane dos Anjos, quatro pessoas de uma família se contaminaram em um churrasco.Até hoje houve 162 casos na cidade e 5 óbitos. Atualmente há 19 pessoas infectadas. A prefeitura fez 680 testes desde o início da pandemia, muitos deles em busca ativa com foco em grupos que haviam se deslocado e eram suspeitos de contaminação.

Atualmente Canavieira segue as restrições do governo do Estado, que não são obrigatórias para todas as cidades. O comércio funciona só até 17h, há toque de recolher às 22h, alimentação só é fornecida por delivery e no fim de semana não se pode vender bebida nem por delivery.

 Redação BNews

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