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ACM Neto quer barrar ministério para Roma, diz coluna


 O presidente nacional do DEM e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, estaria enviando sinais ao Palácio do Planalto, por não estar de acordo com o anúncio de que o deputado João Roma (Republicanos-BA) assumiria o Ministério da Cidadania, hoje ocupado por Onyx Lorenzoni. A informação é da coluna de Lauro Jardim, do Globo. 

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) confirmou nesta terça-feira (9) que escolheu  Roma para o cargo de novo ministro da Cidadania.  “Da minha parte, está decidido. Pode ser amanhã, 10/02 (a indicação oficial), mas ao que tudo indica será depois do carnaval”, afirmou.

O ministério é responsável por gerir os programas como o Bolsa Família e o Auxílio Emergencial. O nome de Roma foi  escolhido entre os cotados pelo Republicanos, como Márcio Marinho, por ter um perfil “mais executivo”.

Currículo

O deputado de primeiro mandato ascendeu de assessor parlamentar a ministro de estado. Muito antes de ter seu nome indicado pelo partido para ocupar o cargo de ministro, ganhou a atenção do grande público a partir de seus anos como chefe de gabinete do ex-prefeito de Salvador. 

De acordo com informações do jornal "O Tempo", aliados do presidente nacional do DEM, inclusive, nos bastidores, admitiram temor de que uma eventual nomeação de Roma acabasse atribuída a uma articulação de Neto junto ao Planalto.

Contudo, a estrada do parlamentar pelo poder começou a ser trilhada nos anos de 1990. Antes de ser escolhido para ocupar o posto de Chefe de Gabinete de Neto em 2013, então prefeito eleito para primeiro mandato, Roma havia acumulado experiência como assessor do governo de Pernambuco entre 1991 e 1994.

Além disso, o próximo ministro da Cidadania atuou no Ministério da Administração, de 1995 a 1998, e como delegado para o Nordeste do Ministério da Cultura - quando a pasta ainda existia -, entre 1999 e 2002. 

Roma também atuou como chefe do escritório da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na capital baiana de 2002 à 2004. Neste meio tempo, em maio de 2003, foi escolhido para ocupar a direção nacional do PFL Jovem - antes do rebranding no qual a legenda ganhou o nome que carrega ainda hoje: Democratas.

Atualmente, ocupa cargos titulares em comissões como as que tratam do enfrentamento à Covid-19 e que analisa a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 045/19, que trata da reforma tributária. Nesta tarde, Bolsonaro disse que de sua parte, a nomeação de Roma já estava decidida. /Por: Redação Bnews

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