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Salvador: Prefeito eleito vai precisar dar mais atenção às áreas de Cultura, Educação e Saúde


 O prefeito eleito para gerir a capital baiana pelos próximos quatro anos vai ter de pensar muito bem em como organizar as receitas municipais para atender às despesas em setores que, neste ano, tiveram menor investimento, a exemplo de Cultura, Educação e Saúde.

BNews consultou, nesta quarta-feira (11), a Declaração de Contas Anual (DCA) feita ao Tesouro Nacional pelo município de Salvador, referente ao exercício de 2019, que especifica o quanto foi gasto em cada setor da administração pública.

Os dados, disponibilizados pelo Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), mostram que Salvador está abaixo da média nacional de investimento nas três áreas, além de Administração, Assistência Social, Despesas Intraorçamentárias, Direitos da Cidadania, Gestão Ambiental, Indústrias, setores Legislativo e Judiciário, Trabalho e Transporte.

Por outro lado, os setores de Comunicações, Comércio e Serviços, Habitação, Previdência Social, Segurança Pública e Urbanismo tiveram resultados maiores do que a média nacional, além de terem recebido, proporcionalmente, maiores investimentos se comparados os valores com os aplicados por municípios de mesmo porte, com mais de 500 mil habitantes.

De acordo com os dados da Declaração de Contas Anual de 2019, a proporção de investimento em Saúde dentro do montante de despesas do município é de 22,65%, abaixo da média nacional que está em 24,1%, bem com do percentual da Região Nordeste, que é de 23,35%. Já o estado da Bahia ficou abaixo dos resultados da capital baiana, com 22,2% de investimento em Saúde.

Na Educação, os investimentos em Salvador aparecem com 19,17% das despesas, justamente em um dos setores mais complicados do município, que alcançou, em 2019, Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 5,6 pontos nos anos iniciais e de 4,3 nos anos finais. Os dois resultados ficaram abaixo das médias nacionais, que foram de 5,68% e 4,46%, respectivamente.

Ainda neste setor, um dos fatores que mais preocupam é a distorção idade-série. Entre os alunos frequentando os anos iniciais do Ensino Fundamental na rede municipal de Salvador, 24,1% apresentavam distorção idade-série em 2019, segundo dados do Inep.

Isso significa que os estudantes estavam mais de dois anos atrasados em relação à série adequada à idade. Já nos anos finais do Ensino Fundamental, 42,5% dos alunos apresentavam distorção idade-série. Nestes casos, a média nacional é de 10,9% e 29,95%, respectivamente, bem abaixo dos resultados da capital baiana.  /Por: Reprodução/Poder e Saúde 


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