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CoronaVac é a que está "mais próxima de estar disponível à população", diz diretor do Butantan


 Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (23), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, se mostrou confiante com o estágio avançado de testes da CoronaVac, vacina produzida pelo a organização ligada ao governo paulista, em parceria com a chinesa Sinovac.

O Butantan anunciou que os estudos da fase 3 da CoronaVac chegaram a um número mínimo de infectados, o que comprovaria a sua eficácia contra o vírus. Com o resultado, Dimas Covas explica que não há mais motivos para que ela não seja incluída no Programa Nacional de Imunizações (PIN).

"Não faria sentido a não incorporação dessa vacina ao PNI. Essas notícias colocam essa vacina como a vacina mais próxima de utilização aqui no Brasil. É a que está mais próxima de estar disponível para a população", disse Covas.

Segundo informações do UOL, o próximo passo indicado por especialistas é abrir os estudos para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável por aprovar o registro da vacina.

"Tomara que [a aprovação] esteja pronta em janeiro, porque cada dia com a vacina faz diferença. É nossa luta, para dar celeridade ao processo. Esperamos cooperação da Anvisa e do Ministério da Saúde, porque se trata de situação emergencial, se trata de salvar vidas", afirmou o diretor.

Na opinião de Dimas Covas, os grupos que deverão ser priorizados em caso de aprovação futura da CoronaVac são aqueles considerados de risco para a Covid-19, e também aqueles que estão diariamente mais expostos à doença, como profissionais da área de saúde, educação e segurança.

A CoronaVac precisará, no entanto, enfrentar a resistência do presidente Jair Bolsonaro, que já declarou ser contra a "vacina chinesa". O Ministério da Saúde assinou um compromisso de intenção de compra das doses da vacina, que segundo o presidente da República seria cancelado, mas até agora não existiu uma negativa oficial. /Por: Reprodução/Governo de São Paulo  

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