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Universitária soteropolitana pode ter sido estuprada em Sergipe, diz polícia


 A universitária Joana Gabriela Coutinho, 21 anos, que ficou desaparecida por cinco dias na Serra da Miaba, em São Domingos, no Agreste Central sergipano, pode ter sido vítima de estupro. Foi o que afirmou a Polícia Civil do Estado de Sergipe (PC-SE) ao detalhar em coletiva, na manhã desta segunda-feira (19), a Operação O Poder da Esperança, que investiga o desaparecimento da soteropolitana. Segundo o diretor do Instituto Médico Legal (IML), Victor Barros, não está descartada a hipótese de violência sexual para com a estudante.

“O exame genital não evidenciou violência sexual recente. Coletamos material da região genital, e a análise deu negativo. Mas o uso de preservativo gera também o exame negativo, por não haver secreção. O coito não ficou evidenciado, porém a confirmação se dá através do depoimento da vítima”, afirmou Victor.

O delegado Wilkson Vasco, que comanda as investigações, detalhou o caso. Joana Gabriela Coutinho é de Salvador (BA) e estuda engenharia florestal na Universidade de São Paulo (USP), mas veio a Aracaju visitar uma irmã. Ela conheceu o suspeito Ryan Vinícius por uma rede social 15 dias antes de subirem a Serra. Ele foi caracterizado como um “profundo conhecedor” do local.

Segundo o delegado, no caminho até a Serra, eles “passam em uma mercearia e compram bebida de cogumelo, identificada depois como alucinógeno. Joana começa a se sentir desorientada, nas palavras dela ‘tendo sensações maravilhosas’. Chegam à Serra, acampam e encontram um amigo de Ryan, um piauiense chamado Maicon, e dois argentinos, Guido e Lucas. Ela descreve que passou o dia todo se sentindo mal”.

Foram presos o suspeito Ryan Vinícius, os argentinos Guido e Lucas, o piauiense Maicon e o homem que vendeu a bebida com cogumelo para os jovens. Os quatro primeiros são investigados por sequestro, tentativa de homicídio, estupro e tráfico de drogas. Ainda há uma investigação paralela contra os argentinos, que teriam ameaçado outra vítima no dia seguinte.

A descrição da jovem indica que ela foi drogada involuntariamente. Ao tentar fugir ela foi ameaçada por Ryan e pelos argentinos, que acampavam a 100m de distância. Ela foi resgatada no dia 2 de outubro, quatro dias após começarem a subida. Joana passou dois dias desacordada na Serra, sem conseguir caminhar, e teve que engatinhar entre 500m e 1km.

Ela foi encontrada com rompimento do tímpano do ouvido esquerdo, pancada na nuca que deixou o osso exposto, dois ferimentos no rosto e sangue na área da pélvis. Foram identificadas incoerências nos depoimentos dos suspeitos, que segundo Wilkson Vasco, “estão no tempo que passaram procurando a Joana, em quem a viu, o que usaram e o que compraram na mercearia”.

Joana foi encontrada próxima à nascente de um rio local, e na busca foi encontrado o livro de autoajuda “O Poder da Esperança”. O nome da operação foi definido em alusão ao título do livro que marcava o local em que a vítima foi abandonada. Os dois guias turísticos que a acompanharam estão em liberdade.   / Por: Divulgação/ PC-SE  Por: Eduardo Costa/ AjuNews

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