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Russomanno lidera disputa para prefeito de SP com 29%, e Covas tem 20%, aponta Datafolha


 Recém-chegado à corrida para a Prefeitura de São Paulo, o deputado federal Celso Russomanno (Republicanos) lidera a primeira pesquisa do Datafolha para a eleição com 29% das intenções de voto.

Atrás dele vem o atual prefeito, Bruno Covas (PSDB), com 20%, quase o mesmo índice daqueles que dizem que vão votar em branco ou nulo (17%).

Em terceiro lugar empatam Guilherme Boulos (PSOL, 9%) e o ex-governador paulista Márcio França (PSB, 8%). Não sabem responder 4%.

O Datafolha ouviu presencialmente 1.092 eleitores nos dias 21 e 22 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Ungido como candidato do presidente Jair Bolsonaro no pleito, Russomanno repete o desempenho que teve a essa altura da campanha nas duas eleições passadas.

Em 2012 e 2016, ele tinha 31% no início da campanha, segundo o Datafolha. Em ambos os casos, não chegou nem mesmo ao segundo turno.

Nove candidatos estão embolados na rabeira da disputa. Com 2% estão Jilmar Tatto (PT), Andrea Matarazzo (PSD), Arthur do Val (Patriota) e Vera Lúcia (PSTU).

Esses dados refletem a pesquisa estimulada, na qual a lista de candidatos é apresentada.

Na espontânea, o prefeito Covas tem 8%, em empate técnico com Russomanno (5%) e Boulos (5%).
Russomanno tem seu melhor desempenho entre as donas de casa (41%), os mais pobres (36%) e os evangélicos (37%) —o seu partido é um braço da Igreja Universal do Reino de Deus.

O deputado era uma incerteza durante todo o ano, apesar de manter seu “recall” em pesquisas de intenção de voto.

Ele trabalhou para ser vice de Covas, um acerto que quase vingou, já que o Republicanos integrava tanto a prefeitura quanto o governo estadual tucanos.

Mas, nas últimas semanas, com a articulação em torno de Covas tomando ares de um ensaio para uma frente liderada por PSDB, MDB e DEM contra Bolsonaro em 2022, o presidente passou a incentivar sua candidatura.

No fim de semana, os dois fizeram tabelinha em redes sociais, mostrando uma afinidade que poderá ser expressa na forma de um apoio direto, algo que Bolsonaro tinha dito que não faria, para evitar sua exposição em caso de derrota.

Russomanno pontua pior entre os mais ricos (14% dos que ganham acima de 10 salários mínimos) e entre moradores da zona oeste da cidade (14%), uma área historicamente associada ao movimentos que se dizem progressistas.

Já o prefeito tem seu melhor desempenho entre pessoas com mais de 60 anos (28%), o que sugere uma memória afetiva de seu avô, Mário Covas (1930-2001), que foi prefeito da capital e governador.

Também é mais bem avaliado (29%) na região central da cidade. Seu pior desempenho ocorre entre pessoas de 25 a 34 anos, com 13% das intenções de voto.

O prefeito assumiu o cargo um ano e três meses após a posse como vice-prefeito de João Doria (PSDB), que deixou o cargo para vencer a eleição a governador.

Ele enfrentava resistência mesmo dentro do PSDB até o diagnóstico de um câncer no trato digestivo, que está em tratamento e que os médicos não consideram um impedimento para a campanha.

Sua popularidade aumentou e os rumores de um plano B foram suplantados.

O cenário comprova a difícil situação do PT, que sempre foi competitivo na cidade desde 1989, quando ganhou pela primeira vez com Luiza Erundina (hoje vice de Boulos).

Tatto não era o candidato preferido da cúpula partidária, que queria ver na disputa o ex-prefeito Fernando Haddad.

Figuras ligadas ao petismo têm demonstrado apoio ao candidato do PSOL. Com efeito, 6% dos simpatizantes do partido dizem que vão votar em Tatto, enquanto 16% querem Boulos prefeito e 32% deles, Russomanno.

O petista não consegue nem sequer pontuar entre os mais ricos, confirmando uma tendência verificada desde 2016, quando Haddad perdeu no primeiro turno. E tem 1% entre aqueles com ensino superior, usualmente mais próximos da esquerda.

Boulos ocupa os dois nichos, com 18% entre os que ganham mais de 10 salários mínimos e 20% entre quem é mais instruído.

Márcio França, que derrotou Doria na capital quando tentou reeleger-se governador, tem uma distribuição de votos bastante homogênea.

Apesar de estar nominalmente num a sigla de centro-esquerda, ele tem lançado acenos ao eleitorado que rejeita Doria e apoia Bolsonaro.

França já definiu como linha de campanha centrar fogo no governador tucano, que deixou a prefeitura nas mãos de Covas.

Os outros candidatos que buscavam apelar ao eleitorado conservador, por sua vez, estão no grande bloco do pé da tabela.

Entre eles, a deputada Joice, que foi a mulher mais votada para a Câmara na esteira da onda bolsonarista em 2018. Ela rompeu com o presidente no ano passado, e quase perdeu a legenda quando o Planalto tentou atrair o seu PSL, ex-partido de Bolsonaro, para a candidatura Russomanno.

A pesquisa foi encomendada pela Folha e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sob o número 06594/2020.

Com 1% vêm Joice Hasselmann (PSL), Levy Fidelix (PRTB), Marina Helou (Rede), Orlando Silva (PC do B) e Filipe Sabará (Novo). Antônio Carlos Silva (PCO) não pontuou.

Em comum entre eles, a baixa densidade eleitoral neste momento. São nomes díspares, que incluem figuras experientes como Matarazzo e Orlando Silva e desconhecidas como Vera Lúcia e Marina.   /Por: Marcos Corrêa / PR  Por: Folhapress


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