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PGR aponta que Wilson Witzel criou 'rachadinha' na Saúde do Rio


 


Mais um suposto esquema para desviar dinheiro público da Saúde do Rio, durante a gestão do governador afastado Wilson Witzel e do ex-secretário Edmar Santos, veio à tona. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que teria sido instituída uma espécie de “rachadinha” de repasses do Fundo Estadual de Saúde a sete prefeituras do estado. Do total transferido, o grupo embolsava 10% do valor. A informação é do jornal O Globo. 

O desvio foi apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF) na segunda denúncia em que aponta Witzel como líder da organização criminosa. O empresário Edson Torres, apontado como operador financeiro do grupo, foi o responsável por detalhar o esquema durante depoimento.

Segundo o depoimento do delator, a Secretaria estadual de Saúde planejou transferir R$ 600 milhões aos fundos municipais para que o valor entrasse no cálculo do valor mínimo autorizado. A divisão dos recursos deveria ser feita pelo tamanho da cidade, o que nem sempre acontecia. Segundo o empresário, a intenção seria superfaturar obras para que o lucro fosse revertido para o núcleo comandado pelo Pastor Everaldo. 

“O valor era recolhido junto aos prefeitos, ou a quem eles indicavam, por Pedro Osório, que entregava o dinheiro para o Edson Torres ou para Pastor Everaldo. Além destes municípios, também foram recolhidos valores nas cidades de Magé, Saquarema e São Gonçalo. Nesses três municípios, o recolhimento foi feito por pessoa de nome Leandro Pinto Coccaro, empresário na área de medicamentos” diz Edson Torres.

Wilson Witzel é citado por Edmar Santos durante a delação por supostamente ter indicado um outro município para receber repasses do Fundo Estadual de Saúde. O escolhido em questão seria Duque de Caxias, pela proximidade que o governador afastado tem com o prefeito Washington Reis.  / Por: Carlos Magno/Fotos Públicas j

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