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Oposicionista, Aleluia se empenha em aprovar projeto de Rui para criar estatal milionária na Bahia


O projeto enviado pelo Governo Rui Costa (PT) à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) que autoriza a criação da nova estatal Bahiainsulina (Companhia Baiana de Insulina), tem ganhado empenho do ex-deputado federal e  agora, conselheiro do Governo Bolsonaro, José Carlos Aleluia (DEM). O democratas, que chegou a assumir o cargo de assessor especial na gestão do ex-ministro da Saúde, Carlos Mandetta, se reuniu com a bancada de oposição na AL-BA para pedir a aprovação da proposta. A estatal faria com que a companhia fosse a primeira do Brasil a produzir insulina. O projeto tem um custo de R$ 200 milhões, que seria subsidiado por uma empresa privada, por meio de licitação. 
Ao BNews, ele  explicou que o projeto faz  parte de um contrato de PDP (Programa de Desenvolvimento de Produto), no qual coordenou na  época de Mandetta. “Foi firmado entre o governo federal e Bahiafarma, [Governo da Bahia] e uma empresa da Ucraniana, que entra como parceiro tecnológico. Sempre apoiei o projeto. Sei que o Brasil precisa ter autossuficiência em insulina.  A proposta prevê a produção nacional de insulina, pois se não houver mudança no contrato atual, a   Bahia  perde o contrato  porque a Bahiafarma não tem capacidade de executar a quantidade de insulina”, disse, nesta sexta-feira (21).  
Aleluia disse, ainda, que a Bahiainsulina “não é um programa de governo, é de interesse da indústria nacional”. Segundo ele, é simular à Bahiagás.  “Ninguém chama a Bahiagás só de estatal. A Bahiainsulina é nos moldes da PPP  [ Parceria Pública Privada]”, disse, classificando como “experiência bem sucedida”. “Sou favorável. Não é um programa de governo, de interesse da indústria nacional. Essa pandemia mostrou que os países precisam ter algum grau de produção  local  de insumos para medicamento. Não posso fazer oposição à Bahia, faço oposição ao governo, se o governo faz algo que sou favorável  [...]  foi conversado comigo antes , defendo”, pontuou. 
Aliado do grupo do prefeito ACM Neto, Aleluia aproveitou o bom trânsito com a oposição na AL-BA para tentar convencer os parlamentares. “Tenho conversado com os deputados e vou transmitir a ele  o que conheço do assunto, a decisão final é da  bancada”. Na próxima segunda (24), ele terá uma nova  reunião com os deputados.  
Sobre o valor do investimento, R$200 milhões de reais, Aleluia  justificou que “gera emprego e  possibilidade de produção vital”.  “O dinheiro é gerido pelo próprio negócio, a empresa continuar fornecendo o produto permitirá fazer o investimento”. 

Na AL-BA, no entanto, a proposta, prevista para ser votada na próxima terça (25), contará com resistência de alguns pares. O deputado Tiago Correia (PSDB) já adiantou que deve pedir vistas. 
Segundo a Secretaria de Saúde do Estado, pelo menos 12 milhões de pessoas vivem com diabetes e necessitam da substância no país. A estimativa da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBE) é de que na Bahia 203.708 pessoas tenham a doença. Na capital são 13.323.
Colaborou o repórter Pedro Vilas Boas*

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