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Fraude em cotas por estudante de Medicina da Uneb é investigada pelo Ministério Público


Uma denúncia, feita por um grupo anônimo, fez com que o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) investigasse uma possível fraude em sistema de cotas no curso de Medicina da Universidade do Estado da Bahia (Uneb). 
A vaga, que era para candidatos negros que cursaram o Ensino Fundamental e Médio em escola pública, foi ocupada por uma estudante que omitiu os dados da mãe para se registrar no Cadastro Único (CadÚnico), serviço social direcionado para famílias de baixa renda, o que teria ajudado a jovem a entrar em Medicina sem que fosse feita uma perícia antes. A mãe da moça teria sido excluída do grupo familiar para ser enquadrada no quesito da renda. 

De acordo com a reportagem do Correio, a família da estudante alega não ter irregularidades no processo, mas, a denúncia apresentada ao Ministério Público mostra que o pai da estudante recebeu em outubro de 2018, R$ 3,6 mil como funcionário da prefeitura no interior do Maranhão, já a mãe, ocupa o cargo como concursada, recebendo entre R$ 3.223,61 e R$ 2.911,89. A disputa da cota teria que corresponder até R$ 3.816 na renda bruta familiar. Juntando os dois salários dos pais da jovem, a renda vai para R$ 9.735,50, o que não a enquadraria para no sistema de cotas. 
Em nota, o Centro Acadêmico de Medicina da Uneb (Cameb) declarou que a situação financeira para cotistas é somente referente no momento da inscrição. “É exigida a comprovação de renda bruta, valor global da remuneração familiar mensal, igual ou inferior a quatro salários mínimos, vigente na ocasião da matrícula, conforme o caso”, explicou.
Os pais se pronunciaram sobre o caso. A mãe diz que a estudante é custeada pelo pai e que não é responsável financeira da jovem. Já o pai, explica que não sabe ler e escrever direito e que foi orientado pela assistente social na hora da inscrição em relação à renda. /Por: Reprodução / Aduneb  Por: Redação BNEWS

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