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Governo brasileiro distribuiu mais de 4.8 milhões de comprimidos de cloroquina no país

Reprodução/Youtube
O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) distribuiu 4.878.700 comprimidos de cloroquina no país durante a pandemia da covid-19, de acordo com dados do Ministério da Saúde. O medicamento defendido pelo presidente não tem eficácia comprovada contra o novo coronavírus e o custo total informado pela pasta foi de R$ 232.806,00 até o momento.
Um estudo publicado, em 22 de julho,  na revista Nature demonstrou que a cloroquina não tem eficácia no tratamento da covid-19. O estudo indicou que o remédio não é capaz de prevenir a infecção das células pulmonares humanas pelo novo coronavírus, e é improvável que a cloroquina impeça a propagação do vírus no pulmão.
A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) já classificou como "urgente" o abandono do remédio como medida de tratamento e pediu que o Ministério da Saúde reavalie a orientação de tratamento.
Distribuição da cloroquina por região:
-Nordeste: 1.597.500 comprimidos
-Norte: 1.440.000 comprimidos
-Sudeste: 1.167.000 comprimidos
-Sul: 492.200 comprimidos
-Centro-Oeste: 182.000 comprimidos
A Unidade Federativa (UF) que recebeu a maior quantidade de comprimidos foi São Paulo com 686 mil unidades, seguido por Alagoas com 442 mil unidades, Pará com 439 mil unidades, Amazonas com 371 mil unidades e o Rio Grande do Sul com 370.5 mil unidades.
A Bahia recebeu 81 mil comprimidos do medicamento, desde o início da pandemia, de acordo com dados do Ministério da Saúde.
Bolsonaro e a cloroquina:
O presidente Jair Bolsonaro é um defensor do tratamento com cloroquina no combate ao novo coronavírus. A postura do presidente em relação ao medicamento ocasionou no pedido de demissão de dois ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Nelson Teich.
Atualmente o ministério é comandado de forma interina por um militar da ativa, Eduardo Pazuello, que após assumir ampliou a recomendação do tratamento com o medicamento no país. 
Após contrair o novo coronavírus, Bolsonaro anunciou que seu tratamento seria realizado com o remédio. Durante o tratamento, o presidente afirmou que é "uma prova viva" da eficácia com o medicamento.
Cloroquina na Bahia:
A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) determinou, em 21 de julho, novas providências sobre o medicamento. O atual entendimento da Sesab (Nota Técnica 77) é de que "a cloroquina/hidroxicloroquina não seja utilizada para tratamento ou prevenção da covid-19 em qualquer contexto que não seja de um estudo de ensaio clínico". 
O entendimento da Secretaria sobre o medicamento foi atualizado após recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), alerta da SBI e revogação da utilização emergencial do medicamento pela FDA, agência que regulamenta o uso de medicamentos nos EUA. 
Até 21 de julho, o entendimento da Sesab (Nota Técnica 41) era de que o medicamento fosse disponibilizado "para uso nos pacientes hospitalizados com covid-19, de forma complementar a todo tratamento de suporte que venham necessitar, a critério e sob responsabilidade do médico prescritor". Além disso, os pacientes precisavam se enquadrar em uma das seguintes situações:
a) "Pacientes graves entendidos aqueles com falta de ar (dispneia); ou frequência respiratória > 24 por minuto; ou SatO2 <95%; ou que necessitem de entubação orotraqueal e início de ventilação mecânica"
b) "Pacientes com falência respiratória; ou uso de drogas vasoativas; ou falência de múltiplos órgãos".
Coronavírus no Brasil:
De acordo com dados do boletim epidemiológico divulgado, nesta quarta-feira (29), pelo Ministério da Saúde, o país contabiliza 2.552.265 casos confirmados e 90.124 óbitos. 
Coronavírus na Bahia:
De acordo com dados do boletim epidemiológico divulgado, nesta quarta-feira (29), pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), o estado registra 157.334 casos confirmados e 3.321 óbitos.(Marcio Smith)

 

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