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Dançarina do Rio Grande do Norte conta relação abusiva com a FitDance: "fui usada"




Em meio à polêmica com a FitDance, mais uma dançarina decidiu se pronunciar e contou a relação abusiva que teve com o grupo. Procurada pelo colunista Leo Dias, do site Metrópoles, Kelly Pereira, do Rio Grande do Norte, chegou a revelar detalhes de como foi sua trajetória na equipe.
Ela disse que entrou para o FitDance em 2018 como instrutora após ter feito o curso no valor de R$ 450, ainda em seu estado natal. Em 2019, se mudou para Salvador e começou a fazer aulas na sede do FitDance. Kelly afirma que seu perfil despertou o interesse da equipe, que começou a chamá-la para fazer clipes.
O que a dançarina não imaginava era que iria receber apenas R$ 50 por gravação, e com muito custo, já que a empresa demorava para efetuar o pagamento. “Eles demoravam muito para pagar, todo funcionário FitDance eles demoram muito para pagar. Eu tinha que ficar implorando para que pagassem pelo meu trabalho. E eu precisava do meu trabalho para sobreviver!”, contou.  /Por: Reprodução / Instagram 
Kelly ainda revela que na mesma época foi convidada para maquiar a Equipe Show, trabalhando em quatro pessoas por dia para ganhar R$ 50. Kelly também foi colocada para maquiar a Equipe Show Kids por R$ 500 por mês, mas não recebeu pagamento.
E não parou por aí. Mesmo com pendências e frustrações, a ex-integrante passou a fazer parte do  CEF, onde começou a fazer coreografias. Por consideraram seu perfil “diferente”, ela foi convocada a fazer fotos para empresa, mas sem remuneração. “Quando vieram me chamar, falaram: ‘oh, mas não vai ter remuneração, não’. Era uma parada de relacionamento abusivo. É ilusão porque todo mundo sabia da minha história. Para mim, estar dentro da FitDance era gratificante e glorificante porque era um sonho. Mas eles pegavam tudo isso que sabiam de mim e usavam a favor deles. Todo mundo via que eu era simples, não tinha dinheiro. Hoje vejo que fui usada”.
Em vídeo enviado ao colunista, Kelly mostrou que foi convocada para fazer sua primeira coreografia, mas não recebeu nenhum crédito por isso depois que o cliep ficou pronto. Ela conta que todos do grupo amaram a coreografia e o Fábio, CEO da empresa, tomou para si.

Kelly contou ainda que sofreu inúmeros abusos e que sentia explorada, mas não percebia. Agora, ela entende que as promessas eram farsas e faziam parte de um plano de lavagem cerebral e “gratidão eterna”

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