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Aroldo Moreira lembra trabalho no Bahia e diverge de Bellintani sobre sua saída


Dando sequência à série de entrevistas, o Itapoan Esportes, programa esportivo que vai ao ar de segunda à quinta, na Rádio Itapoan FM, entrevistou, nesta quarta-feira (04), o ex-técnico do Bahia, Aroldo Moreira. Ao repórter Nilson Luiz, o treinador relembrou sua passagem pelo Tricolor e revelou detalhes do início da trajetória no futebol.
"Na verdade minha trajetória no futebol é bacana. Lá no início trabalhei no Vitória, Real Salvador e cheguei ao Bahia, onde fiquei por quatro anos. Depois que sair do Bahia fui para oJuazeirense e cheguei em um momento de muita dificuldade, mas Deus me abençoou tanto que ficou marcado aquele jogo contra o Vasco pela Copa do Brasil, onde nós empatamos em 2 a 2 e por pouco não saímos classificados. Depois disso fui para o Piauí, onde trabalhei no Parnahyba e perdemos no mata-mata na reta final. Quando voltei para Bahia surgiram algumas propostas, mas infelizmente a pandemia atrapalhou os planos. Um desses times foi o Jacobina, que chegou a me oferecer um bom dinheiro, mas recusei e expliquei que achava que o time não iria conseguir se livrar do rebaixamento e eu estava procurando montar um trabalho mais sólido. Agora durante a pandemia eu estou aproveitando para estudar o futebol".
Aroldo também falou sobre sua passagem pelo ASA e revelou ter sido alvo da imprensa injustamente após perder um clássico.
"Eu trabalhei no ASA e fui demitido porque perdi um clássico com um gol irregular. A imprensa pegou em meu pé e fui mandado embora, mas o time que montei, com 10 atletas aqui da Bahia ganhou o título estadual e eu me senti parte disso também. Eu poderia ter tido uma sorte melhor e estar em um bom clube, por tudo o que eu fiz e o que eu busquei de conhecimento para exercer a profissão. Eu invisto no meu sustento e modesta parte me acho um treinador preparado".
O treinador também aproveitou a ocasião para detalhar seu trabalho à frente da base do Esquadrão e confidenciou que teve participação direta na formação e melhora técnica de vários ativos do clube.
"Eu trabalhei com uma base de qualidade duas vezes no Vitória, não trabalhei uma terceira por conta de uma prerrogativa do Bahia. Trabalhei com grandes jogadores no Real Salvador e em seguida no Bahia, que foi meu trabalho mais duradouro na base. O que vejo é o seguinte: temos grandes profissionais, só que eu acho que é necessário dar mais oportunidade para o trabalho acontecer. Como os gestores eles vem de fora é natural que eles tenham seus amigos e conhecidos fora do estado e tragam para cá. Ninguém faz feijoada sem feijão. Não adianta você fazer um trabalho de base e não ter investimento e jogadores. Carlão hoje é capitado do Athletico-PR, Aldo França está aí parado. Então acaba perdendo para outros clubes. Amadeu é muito competente, acho que o Bahia acertou, mas se não tiver jogador de qualidade vai ter dificuldade. Na minha época, eu sempre pensei no clube. Por exemplo, cansei de ter jogador de 20 anos e subir um atleta de 17 para maturar o jogador mais cedo e ele jogar no profissional e ser vendido. Rodrigo Becão por exemplo chegou para fazer teste comigo de volante. Era muito lento na saída jogo por conta da mobilidade, mas atentamente eu vi qualidade nele e recuei para zaga. Hoje Becão é jogador do futebol europeu. Juninho Capixaba também foi a mesma coisa, veio do Vitória como meia. Eu lapidei no Bahia e coloquei como lateral. Então, olha só o lucro que dei ao Bahia só com esses jogadores. Se eu fosse numerar aqui, passaria a noite inteira [...]. Gustavo Blanco e Romulo também passaram por mim na base".
Por fim, Aroldo mostrou insatisfação com algumas declarações do atual presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, após ele ter sido demitido do clube.
"Para justificar minha saída, que nem precisava justificar nada, ele disse em uma certa entrevista que não era porque o profissional ia bem um ano que não era necessário mudar. Discordo dele, pois foram quatro anos desempenhando um trabalho de qualidade e com diversos títulos e jogadores de nome laçados ao futebol profissional. Ele fala sempre que quem vende bem, vende duas vezes, mas nunca ressaltou o trabalho desses capitadores de talento".
Pelo Bahia, Aroldo Moreira comandou interinamente o time principal nas campanhas da Série B de 2015 e de 2016.  / Por: Divulgação / EC Bahia 

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