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"Se puder, interferirá nos Estados, fechará o Congresso e o Supremo", opina Dino sobre Bolsonaro


O governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB), disse neste sábado (16) que tem a convicção de que se o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) puder "interferirá nos estados, fechará o Congresso e o Supremo".
"Não creio que conseguirá, mas seria ingênuo não considerarmos que é isso que ele quer. Concretamente, esse é o sonho do Bolsonaro. Se é o sonho dele, é o pesadelo do Brasil", opinou durante evento online organizado pelo Observatório da Democracia.
Com a temática "Pandemia, Crise e Pacto Federativo”, o debate transmitido pelo YouTubetambém contou com a presença do governador Rui Costa, e dos  governadores do Espirito Santo e Pará - Renato Casagrande e Helder Barbalho, respectivamente.
Para Dino, a agenda federativa está associada à defesa da democracia. "Bolsonaro tenta desorganizar qualquer força de moderação de sua vocação despótica. Uma das forças de contenção de suas intenções autoritárias é a existência de governadores que defendem a federação e a democracia", avaliou. 
Na avaliação do governador do Maranhã, é fundamental priorizar a defesa de uma agenda econômica emergencial que contemple oferta de crédito e investimento estatal diante de um cenário no qual Bolsonaro minimiza as mortes provocadas pela Covid-19 ao constantemente citar sua preocupação com as consequências da pandemia para a economia do País.
"A agenda econômica não pertence ao Bolsonaro. Temos que abraçá-la. Esta é a artimanha que ele está fazendo conosco - como se a esquerda quisesse o caos econômico e social. Como se o campo democrático não fôssemos nós, que temos o verdadeiro compromisso com segmentos populares", disse em referência aos micro e pequenos empresários.
Para Dino, há uma atitude presidencial de sabotar os esforços empregados por prefeitos e governadores para conter a disseminação do novo coronavírus no País. 
"Poderíamos ter menos leitos hospitalares, e até menos investimentos, se houvesse maior prevenção. Portanto, paradoxalmente, Bolsonaro é aquele que mais empurra a economia brasileira a realizar mais gastos porque ele tenta impedir a adoção de medidas preventivas recomendadas na seara internacional", avaliou.
Na avaliação do governador, a pandemia deixa uma lição para o País sobre a dependência quanto aos insumos relacionados à área da saúde - respiradores e equipamentos de segurança individual (EPI's). Na avaliação dele, é urgente a necessidade de garantir o abastecimento pleno do mercado brasileiro neste sentido.
Sobre o pagamento do auxílio emergencial oferecido pelo governo, Dino defendeu que o pagamento do benefício precisa ser realizado imediatamente, de forma "ágil, menos burocrática e com mais dignidade". "Não promovendo essas aglomerações desordenadas, com negligência pelo governo federal", acrescentou. 
Ele também argumentou que é necessário se realizar uma defesa da prorrogação do prazo estipulado para o pagamento do auxílio - três meses - e derrubar o veto presidencial que excluiu categorias como motoristas de aplicativos, pescadores, diaristas e ambulantes. Na opinião de Dino, a medida foi inconstitucional e vai de encontro ao interesse público. /BNews 

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