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Prefeito de BH critica politização em meio à pandemia: “Fica parecendo que quem não quer morrer é comunista”


O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), criticou a politização do novo coronavírus no Brasil. Em entrevista ao El País, ele compartilha uma visão pessimista sobre a pandemia e diz que “fica parecendo que quem não quer morrer é comunista”, como foi chamado por bolsonaristas.
“Politizou a coisa. Fica parecendo que quem não quer morrer é comunista. E quem quer morrer, mas protesta em caminhonete cabine dupla, é de direita. Enquanto isso, a gente vê cidade que não tem um respirador sequer abrindo o comércio”, desabafa.
Para Kalil, não há mais fé na humanidade: “O mundo piorou. Tá uma merda”. Segundo o prefeito, não há chances da sociedade ressurgir melhor do que estava antes da crise instaurada pelo novo coronavírus, uma vez que não há comoção mesmo diante das mais de 16 mil mortes no país.
Não vamos sair melhores dessa situação. Ninguém se comove em ver corpo jogado na vala. Quase 1.000 famílias perdendo gente por dia e ainda tem sujeito preocupado em abrir comércio.”, dispara.
A cidade administrada por Kalil é um exemplo no Brasil de que as medidas restritivas reduzem a disseminação da doença e consequente colapso na rede de saúde. A capital mineira tem a 3ª menor taxa de incidência do novo coronavírus, com uma média de 43 casos por 100 mil habitantes - atrás apenas de Curitiba e Porto Alegre.

Belo Horizonte foi uma das primeiras cidades a adotar normas de distanciamento social e, mesmo com o aumento nos últimos dias de circulação na cidade, conseguiu um resultado melhor na tentativa de achatar a curva de contágio, principalmente em comparação com outras grandes capitais como Rio de Janeiro e São Paulo. Nestas cidades, as taxas de contaminação são 3,7 e 4,9 vezes maior do que em BH.
O prefeito lamenta que o presidente Bolsonaro estimule a população a pedir a reabertura do comércio, mas defende que a responsabilidade final é dos governadores e prefeitos. 
“Se morre gente em Belo Horizonte, a responsabilidade é minha. Ele [presidente] tem que mandar dinheiro para as prefeituras. Agora, muito ajuda quem pouco atrapalha. Não tem sido o caso dele.”, pondera. / Por: Reprodução/Redes Sociais

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