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'Ser voz da camada mais carente incomoda', diz Kannário após acusação de apologia

Foto: André Carvalho / Ag. Haack / Bahia Notícias

O cantor e deputado federal Igor Kannário disse ter recebido com tranquilidade a notícia da representação contra ele na Câmara dos Deputados, protocolada nesta terça-feira (12), pelo presidente da Força Invicta (Associação dos Oficiais Militares Estaduais da Bahia), o Major da Polícia Militar da Bahia, Copérnico da Silva Mota, por quebra de decoro parlamentar. De acordo com o músico, os seus trabalhos, tanto na política quanto artisticamente, continuarão a ser pautados na defesa do povo carente do nosso país.

 "Ser a voz da camada mais pobre da população incomoda muita gente. Representar os favelados, falar em paz, respeito e oportunidades para os menos favorecidos assusta quem tem horror a pobre. Eu amo o que faço e continuarei a luta pelos que mais precisam", promete. A representação contra o deputado foi incentivada após Kannário ter puxado um trio pipoca na segunda-feira (04), no Campo Grande, no Carnaval de Salvador, vestido de “PM do Futuro” usando uma braçadeira com a polêmica inscrição “Comando da Paz” estampado no ombro e nas costas, denominação de uma facção criminosa.

Sobre isso, ele repetiu a versão. "A intenção sempre foi homenagear os que trabalham em harmonia para que o Carnaval continue sendo essa festa linda e pacífica. Em todos os momentos pedi paz, respeito e limite. Se alguém vê nisso uma falha, vejo também muito preconceito nessa ação. Será que se fosse um cantor branco, ligado à elite iriam fazer essa mesma associação? Será que se não fosse um representante da favela, teriam essa interpretação? Na verdade, muita gente não engole os votos conquistados democraticamente por uma pessoa que veio do gueto, e procura desculpas para ir contra o povo", avaliou.  (BN)

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