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Vitória empata com Ceará pelo Nordestão e aumenta crise na Toca, veja vídeo:


Ao final do jogo, vaias para os atletas e protestos contra o presidente rubro-negro, Ricardo David. Consequências da crise que se instalou no Barradão, agravada por mais um empate, neste sábado, 16, pela Copa do Nordeste.
O time saiu na frente, mas foi acuado pelo Ceará durante toda a partida, mesmo em casa, e saiu até no lucro com o a 1 a 1 – graças, principalmente, às ótimas defesas executadas pelo goleiro Ronaldo. Nem a reestreia do ídolo Neto Baiano melhorou as coisas.
Foi a quarta igualdade da equipe no torneio, o que a colocou temporariamente na quarta colocação do Grupo A, mas pode ser ultrapassada ainda pelo Altos, que recebe o Confiança na noite deste sábado.
O compromisso seguinte do Vitória é no próximo domingo, 24, fora de casa, contra a Juazeirense, pelo Baianão.
Raridade no começo
O cenário do primeiro tempo na Toca do Leão foi definido por um lance raro: uma chance de gol rubro-negra, que terminou com bola na rede. Aos nove minutos, Andrigo cobrou escanteio e Edcarlos, de distância considerável, mandou um torpedo de cabeça. Belo gol, o terceiro do zagueiro, que, assim, igualou-se a Nickson como artilheiro do Vitória em 2019.
Com a desvantagem no placar, o Ceará, que já havia perdido boa oportunidade com Felipe aos seis minutos, teve de se lançar ao ataque e dominou as ações. Já o Leão se sentiu confortável para adotar postura estratégica de retração, com saídas esporádicas à frente.
E a equipe baiana teve o goleiro Ronaldo como principal personagem para a manutenção do 1 a 0 até o final da primeira etapa. Ele já tinha feito boa defesa com o pé na finalização de Felipe e, depois, aos 11, parou Vitor Feijão em cabeçada esperta. Mas o grande feito de Ronaldo na etapa inaugural ainda estava por vir. Foi aos 27 minutos, quando Vitor Feijão apanhou sobra na entrada na área e bateu colocado, no cantinho. O goleiro rubro-negro se esticou todo para defender com a ponta dos dedos e a bola ainda tocou na trave.
Passado o susto, o Vitória conseguiu armar seu único contra-ataque perigoso nos primeiros 45 minutos. Aos 37, Andrigo arrancou com a bola e tocou para Ruy. O meia encontrou Léo Ceará de frente para o gol, mas o atacante chutou torto e desperdiçou a oportunidade de ir para o intervalo bem na fita. Seria desproporcional, pelo pouco que o Vitória fez no setor ofensivo, mas evidenciaria a eficiência do esquema montado pelo técnico Marcelo Chamusca.
Mas o gol não mudou o panorama da partida. Mesmo tendo atingido a igualdade, o Ceará seguiu ofensivo. E, além de ter feito o gol, Chico dava maior vivacidade ao meio-campo. Aos oito minutos, ele tocou para Roger, que chutou para mais uma defesa de Ronaldo.
Esse foi o último lance antes de Chamusca atender aos pedidos da torcida e promover a reestreia de Neto Baiano na vaga do vaiado Léo Ceará. “Ô, o campeão voltou!”, gritavam os animados rubro-negros.
Entretanto, ainda fora de forma, o centroavante nada foi capaz de produzir. Sua única finalização, aos 39 minutos, não levou nenhum perigo. 
Já os cearenses poderiam ter passado à frente no marcador se Roger estivesse com o faro de gol apurado. Aos 27, ele foi acionado por cruzamento de Chico, mas cabeceou de raspão. Dois minutos depois, o lançamento foi de Felipe e a testada, certeira. Mas o craque da partida, Ronaldo, salvou mais uma vez, com a ajuda  do travessão. Mal das pernas em 2019, o Vitória só tem se destacado pelas mãos do seu goleiro.

*A tarde

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