Quatro pessoas são baleadas em briga na passagem do Olodum no Campo Grande

Imagem Ilustrativa
Pelo menos quatro pessoas foram baleadas na noite de sexta-feira (1º) no circuito Osmar (Campo Grande) durante uma briga generalizada durante a passagem do bloco Olodum.  Entre as vítimas está um cordeiro do bloco e uma vendedora ambulante. A suspeita é de que os tiros tenham partido da arma de um policial civil, de folga.
Todos feridos foram atingidos nas imediações do Forte de São Pedro e socorridos para o Hospital Geral do Estado (HGE). Não há informações sobre o estado de saúde das vitimas. 
O primeiro a dar entrada no HGE foi Jeferson São Pedro de Almeida, 21 anos. Ele chegou à unidade por volta das 23h40 de sexta-feira (1º) atingido com um tiro nas costas. Ele disse aos médicos que o atenderam na emergência que houve uma briga com seus amigos e que só depois percebeu que tinha sido ferido. 
Pouco depois das 23h50 chegou no HGE, o cordeiro do bloco Olodum Jonas Nunes Santos, 27. Ele foi atingido no lado esquerdo do quadril. Inicialmente, recebeu os primeiros atendimentos no posto do Salvar no Largo dos Aflitos e depois foi levado para o hospital.
Os outros dois baleados deram entrada juntos na unidade médica. A ambulante Gessinice Santana Alves, 39, foi atingida na perna esquerda. Já Paulo Rodrigues de Paula Santos, 20, acabou baleado no pé esquerdo. 
Segundo a ambulante, ela trabalhava quando foi vítima de uma bala perdida. O mesmo projétil atingiu Paulo, que estava ao seu lado. 
Procurada, a assessoria de comunicação da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que está sendo apurada a possível relação entre os feridos e um policial civil que foi detido armado fora do serviço no Circuito Osmar na passagem do Bloco Olodum.
Foliões do bloco informaram a uma patrulha da Polícia Militar que havia um homem armado - a assessoria não soube informar se o policial estava dentro ou fora das cordas do Olodum. Identificado pelos PMs, o policial civil foi conduzido à um posto policial.
A assesoria informou ainda que, até o exato momento, não há registro de homicídio no Carnaval - as duas únicas mortes no circuito foram de duas mulheres de causas naturais.
De acordo com a empresa que presta serviço de segurança ao Bloco Olodum, houve uma briga do lado de fora da corda, alguém sacou uma arma e o cordeiro foi vítima de bala perdida. Ainda de acordo com a empresa, o cordeiro passa bem.  
(Correio*)

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