Afastamento do trabalho por diarreia ou vômito é maior entre mulheres, diz pesquisa

Foto: Agência Brasil 
A desigualdade de gênero é reforçada pela falta de serviços básicos, concluiu um estudo do Instituto Trata Brasil. Divulgada nesta quarta-feira (24), a pesquisa O Saneamento e a Vida da Mulher Brasileira apontou que uma em cada quatro mulheres no Brasil não tem acesso adequado a infraestrutura sanitária e saneamento. A falta de saneamento é uma das principais causas de incidência de doenças diarreicas.
 A doença leva as mulheres a se afastarem, em média, por 3,5 dias ao ano de atividades rotineiras, como escola ou trabalho. A incidência de afastamentos por motivo de diarreia ou vômito é maior entre as mulheres, com 80,1 casos para cada mil habitantes, segundo dados do ano de 2013. A proporção entre os homens é de 73,4 para cada mil habitantes.
 Este fator também impacta a mulher pelas características familiares no Brasil que levam a afastamentos mais frequentes delas como cuidadoras dos filhos ou pais idosos que adoecem. No Norte e no Nordeste do país, segundo a pesquisa, o atendimento regular de água chega a 53,2% das mulheres. Além disso, 70% das mulheres que não têm banheiro em casa estão na localizadas na região Nordeste segundo informações da Agência Brasil.
 Na região Sudeste, apesar de percentualmente os índices serem mais baixos, os números absolutos chamam atenção: em São Paulo, são mais de dois milhões de mulheres sem água na torneira de forma frequente; no Rio, 2,1 milhões; e em Minas Gerais, 1,5 milhão.
 Em relação à coleta adequada de esgoto, o maior déficit é no Norte, onde o problema atinge 67,3% da população. São consideradas coletas adequadas nas áreas urbanas as casas que estão ligadas à rede pública ou, no caso de áreas rurais, as que contam com fossas sépticas.

(InfoSaj)