'A gente tem que jogar a toalha', diz Renato Aragão sobre relação com namorado de Lívia

A diferença de idade entre Renato Aragão, 83, e sua filha, Lívian Aragão, 19, poderia ter sido um ponto de dificuldade na relação dos dois, mas pai e filha vivem em total sintonia. "Ele é meu parceiro, nós nos comunicamos pelo olhar", afirma a jovem em entrevista ao F5 da Folha de S.Paulo. Satisfeita com a relação que tem com o eterno Didi, ela diz que o pai lhe ensina lições de vida valiosas e elogia a capacidade que ele tem de se reciclar: "Cada dia que passa ele quer se atualizar mais com os eletrônicos, filmes novos, assuntos novos... Ele tem uma alma jovem", conta. E revela a característica dele que mais gosta: "O jeitinho tímido. Ele é quietinho, mas quando encontra uma brecha, ele surge com uma piada. Amo." Lívian, que namora o DJ José Marcos, 19, e em breve entrará na faculdade, diz que o pai está se saindo bem como "sogro" e apoia seu relacionamento. Logo ele, que é assumidamente ciumento. "Tem uma hora que a gente tem que jogar a toalha, né?", diz Renato, rindo. "Ela já tem 19 anos, pode fazer o que quiser. É uma menina exemplar, muito talentosa, graças a Deus. É muito responsável, sempre tirou boas notas no colégio. Isso para mim é gratificante." Renato também garante que a relação com os amigos da filha é muito boa. Ele, inclusive, acompanha Lívian em algumas festas. E quando sente que não está completamente enturmado, o truque é certeiro: "É só tirar o Didi do bolso. Ele se dá bem com gente de todas as idades [risos]."
RENOVAÇÃO: Renato Aragão fala com carinho quando relembra a chegada de Lívian: "Foi uma surpresa agradável poder ser pai depois de tantos anos de idade. Isso renova a gente. Passei a ser mais novo. Tive que acompanhar ela. Você não imagina como é bom ser pai", diz o ator de 83 anos. Ele conta que o nascimento de sua caçula foi inesperado. Quando se casou com Lílian, em 1991, a ideia era esperar um pouco mais para terem filhos. O casal pretendia curtir a vida e viajar antes de assumirem esta responsabilidade. Mas o destino foi diferente e lhes presenteou um pouco mais cedo do que o planejado. "Quando a Lívian veio, todos esses planos mudaram. Ela ficou em primeiro lugar. E fiquei muito feliz também porque era a primeira filha da minha mulher. Ela não tinha outros filhos como eu tinha. Curtimos com muita felicidade. Parecia que eu estava flutuando", diz Aragão, que também é pai de Paulo (1960), Ricardo (1962), Renato Jr. (1968) e Juliana (1977), do primeiro casamento, com Marta Rangel. Ele também afirma que não há diferença alguma entre ser pai na faixa dos 30 anos e aos 64. "Sempre tentei ser um exemplo como pai, cuidar de todos os filhos, com qualquer idade eu ou eles tivéssemos. Sou muito abençoado por ter muitos filhos e poder dar conta de educar todos eles, levar para o bom caminho. Cumpri tudo isso e sou realizado." Lílian Aragão faz coro e afirma que o marido cria os filhos com dedicação e prioriza a família sempre: "O nome dele já diz tudo: Renato é renascer. É uma pessoa que renasce a cada instante com novas ideias e novos ideais. [...] Um pai perfeito que sempre estará disposto a apresentar algo novo e motivador para seus filhos, além da educação exemplar que sempre ofereceu a todos os seus filhos", diz. E finaliza: "Amo Renato com todas as minhas forças por ser um marido e um pai exemplar". (por Cris Veronez | Folhapress)