Presidente da Gaviões acusado de matar palmeirense vai a julgamento


O presidente da Gaviões da Fiel, Rodrigo de Azevedo Fonseca, 33, o Diguinho, irá a juri popular nesta terça-feira (27), acusado pela morte do palmeirense Diogo Lima Borges, 23, o Munhoz, da Mancha Alviverde. Rodrigo teria atirado contra Diogo durante uma briga de torcidas na estação Tatuapé da CPTM em 16 de outubro de 2005.
O julgamento acontece 12 anos depois do crime. Sete jurados irão analisar o caso e votar se Rodrigo é culpado ou inocente. Caso seja condenado por homícidio doloso, quando se tem intenção de matar, a pena pode chegar a 20 anos de prisão. A expectativa é que o julgamento dure dois dias, com previsão para acabar na noite de quarta-feira (28).
A irmã de Diogo, Damarys Borges, espera a condenação de Rodrigo. "A Justiça tem que ser feita, ele tirou a vida do meu irmão e ainda continuou em liberdade, isto foi um absurdo", diz Damarys.
O criminalista Davi Gebara, que atua na defesa de Diguinho, afirma que seu cliente é inocente. "Tudo que consta nos autos é verdade, o laudo do Instituto de Criminalística diz que o tiro que causou a morte da vítima foi disparado de baixo para cima e isto está no laudo técnico. Meu cliente não esteve abaixo da vítima em nenhum momento", diz Gebara.
Briga combinada pela internet
A morte de Diogo Borges aconteceu quando um grupo de torcedores corintianos, em grande parte integrantes da Gaviões da Fiel, marcaram um ataque, pela internet, aos torcedores palmeirenses na estação Tatuapé da CPTM, na zona leste da capital paulista. Quando Diogo desembarcou do trem, ele foi baleado nas costas.
Câmeras de segurança da estação da CPTM e do Metrô registraram o ínicio da briga e o momento em que um homem vestido de preto atira. Segundo o MP, este homem seria Rodrigo Fonseca, que na época tinha 21 anos. 
Além de Rodrigo, o Ministério Público (MP) também acusa outros  13 integrantes da Gaviões da Fiel por agredirem palmeirences da Mancha Alviverde na mesma briga que resultou na morte de Diogo Borges na estação Tatuapé do Metrô.
Segundo o MP, o conflito começou na estação antes de um jogo entre Corinthians e Palmeiras e se espalhou no entorno da estação. Ao menos 54 torcedores foram detidos pela Polícia Militar na época. (Fonte: R7)